São Paulo

– O mercado de câmbio deixou de lado o otimismo e adotou a cautela ontem, gerando pressão sobre o dólar. Com volume de negócios reduzido, a moeda americana fechou cotada a R$ 3,134 na compra e R$ 3,137 na venda, 1,19% acima do fechamento de anteontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduziu o ritmo e encerrou o pregão viva-voz de ontem em baixa de 0,05%, com o Índice Bovespa em 9.945 pontos.

O volume financeiro era de R$ 344,6 milhões. As mesmas pesquisas eleitorais que ontem trouxeram entusiasmo aos mercados foram fator de preocupação nesta terça-feira. Ibope e Datafolha confirmaram a subida do tucano José Serra ao segundo lugar na preferência do eleitor, passando à frente de Ciro Gomes (PPS). Mas o crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva gerou especulações em torno da possibilidade de vitória do petista no primeiro turno, ofuscando o otimismo dos investidores, que preferem Serra.

Também a proximidade do primeiro aniversário dos atentados de 11 de setembro foram fatores de tensão no dia de ontem, principalmente depois que o governo americano fez um alerta de que são grandes as chances de novos ataques ao país. Além do temor de novos ataques terroristas, os investidores também estiveram receosos diante da possiblidade de ataque americano ao Iraque. No mercado de câmbio, também colaborou para a pressão o volume de importações maior que o de exportações. Embora pequeno, esse fluxo negativo esbarrou na falta de vendedores no mercado interbancário.