A história da Santa Casa de Curitiba se confunde com a história da própria cidade. Comemorando seus 140 anos, o mais antigo hospital da capital está lançando, no mês de maio, o livro “Santa Casa de Curitiba: Presente para o Futuro”, que fará um resgate da história e da memória do hospital.

Realizado em parceria com a Associação Médica do Paraná (AMP), o material faz parte da campanha #SantaCasaaFavordaVida, por meio da qual a entidade pretende arrecadar fundos para a compra de materiais médicos, insumos, além de custear despesas extras com profissionais. Todas as ações serão voltadas ao combate do novo Coronavírus.

“A Santa Casa é uma instituição que fez e continua fazendo parte da vida de muitos curitibanos, sendo reconhecida na cidade por sua atuação na saúde. Esse livro será uma oportunidade de conhecer novas e curiosas histórias, como, por exemplo, que o hospital esteve presente no combate a grandes pandemias, como a de Cólera na década de 1850, ou ainda de Febre Tifoide em 1917 e da Gripe Espanhola em 1918″, explica explica Eduardo Otoni, diretor-geral da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.

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Além disso, o livro traz relatos de grandes nomes da Medicina paranaense, que muito contribuíram para o desenvolvimento do estado. Todo o valor arrecadado com a venda dos livros será revertido para a campanha que ampliará a capacidade de atendimento do tradicional hospital e para auxiliar no combate à pandemia.

Quanto custa e onde adquirir?

Os livros serão vendidos por R$ 50, mas no site em que serão realizadas as vendas, os interessados poderão também fazer outras doações extras para a campanha. Dependendo do valor, já será possível saber no que a quantia será investida.

“A pessoa que comprar o livro e desejar doar mais R$ 50, por exemplo, vai auxiliar na compra de 15 máscaras. Já aquele que tiver interesse em comprar o livro e doar mais R$ 500 auxiliará na compra de 75 filtros umidificadores para respirador. Essa transparência faz parte dos valores da Santa Casa e traz ao público ainda mais o desejo de fazer parte desta ação”, garante Marco Sanfelice, gerente de relações institucionais do hospital.

>>> Para participar, basta acessar: http://santacasacuritiba.com.br/museu/loja/

A obra

O lançamento do material coincide com a criação do Museu da História da Medicina do Paraná. “Quem não tem história para contar não tem futuro. Nós temos que mostrar o processo evolutivo da história e pensar no futuro. E o futuro é um desafio construído diariamente. Então, temos que preservar a história, cultuá-la e valorizá-la”, diz o presidente da AMP, Dr. Nerlan Carvalho.

O livro conta com prefácios do prefeito de Curitiba, Rafael Greca e do Arcebispo Emérito de Curitiba, Dom Pedro Antônio Fedalto, além da participação do Dr. Carlos Alberto Ravazzani, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, e do Dr. Ehrenfried Othmar Wittig, neurologista que foi mentor e diretor do Museu da História da Medicina da Associação Médica do Paraná.

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“Precede o livro a narrativa monumental para memória urbana de Curitiba, Patrimônio Cultural do Paraná, do Brasil e da Humanidade, de toda história acumulada neste esplêndido prédio histórico, onde este livro é oportunamente editado. Guardem os que vão nascer, assim como nós o fazemos perpétua memória destes médicos humanistas que foram grandes e foram nossos”, diz o prefeito de Curitiba Rafael Greca.

#SantaCasaaFavordaVida

A campanha, que teve início no mês de abril, tem como objetivo arrecadar R$ 1,5 milhão que serão destinados à aquisição de equipamentos hospitalares e de proteção aos trabalhadores da saúde, materiais médicos, insumos, além de custear despesas extras com quadro de profissionais. Desde o início da campanha já foram arrecadados cerca de 64% da meta desejada.

“A Santa Casa tem hoje 38 leitos de UTI dos quais a maioria são destinados a pacientes cirúrgicos. Nosso objetivo é a abertura de mais dez, somando quase 50 leitos de UTI. Estamos correndo contra o tempo para equipar mais leitos, não só para suportar pacientes contaminados pelo novo Coronavírus, mas principalmente para acolher pacientes de outras especialidades que poderão vir transferidos de outros hospitais, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e por meio do SIATE”, comenta Otoni.


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