Menos de um mês depois do anúncio do novo serviço de aluguel de patinetes elétricos em Curitiba, a Urbanização de Curitiba (Urbs) revisou as regras de uso devido ao descumprimento de orientações por parte dos usuários. A circulação dos equipamentos foi proibida em locais de alto fluxo de pedestres, como a Rua XV de Novembro, o Passeio Público e as praças Rui Barbosa e Osório. Para garantir o cumprimento da medida, os patinetes terão bloqueio automático ao entrarem nessas áreas.

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De acordo com dados da Jet, empresa que administra os patinetes, já foram 516 situações irregulares. Além disso, 257 usuários foram bloqueados no aplicativo, os principais motivos foram envolvem duas pessoas no mesmo equipamento e uso por menores de 18 anos.

Patinetes ‘bombam’ reclamações no 156

A central 156 já registrou 61 reclamações dos patinetes, a maioria referente ao estacionamento em lugares irregulares. A Jet realiza o monitoramento e o recolhimento dos equipamentos para as mais de 100 estações indicadas no aplicativo, que servem de referência para a devolução.

O estudante Matheus Santos decidiu usar os patinetes porque as corridas por aplicativo estavam muito demoradas. E no quesito velocidade, eles realmente ajudaram. Matheus, entretanto, detalha que a questão do estacionamento é complexa.

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“Não entendi muito bem onde tinha que estacionar. Deixei onde tinham outros e o aplicativo não marcou como estacionado, um tempo depois encerrou sozinho”, declara.

Os patinetes estão disponíveis, por ora, no Centro, Batel e Centro Cívico. Se os moradores e pedestres presenciarem alguma irregularidade, podem denunciar no canal 156. Esta é a forma da Prefeitura fiscalizar os pontos. E também a Urbs repassa as denúncias para a Jet, que toma as providências necessárias.

Regras de utilização

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Para usar os patinetes é necessário ter mais de 18 anos e utilizar sem caronas, respeitando as leis de trânsito. Os equipamentos podem circular nas faixas destinadas a bicicletas ou em marcações de rota compartilhada.

A velocidade máxima é de 20 quilômetros por hora, mas em áreas compartilhadas, o limite é de 6 km/h.

Não é permitido trafegar com os patinetes nas canaletas dos ônibus ou faixas exclusivas para o transporte coletivo. A devolução deve ser feita nos pontos indicados, e é proibido abandonar o equipamento em vias públicas, calçadas, faixas de pedestres, acessos de veículos ou rampas de acessibilidade.

No encerramento da corrida, o usuário deve fotografar o patinete, para garantir que ele está no local correto.

Patinetes são uma novidade conhecida dos curitibanos

Em 2019 as empresas Yellow e Grin ofereceram o aluguel de bicicletas e patinetes elétricos em Curitiba, se fundindo em uma nova companhia, a Grow. Foram disponibilizados 200 patinetes e 70 estações, que funcionavam das 6h às 22h. A promessa era de uma solução para a mobilidade urbana.

No entanto, a startup começou a enfrentar problemas financeiros, levando a retirada dos equipamentos das cidades.

As principais reclamações dos moradores na época eram em relação ao estacionamento em lugares irregulares, conflitos com pedestres e equipamentos danificados. Na época, muitos usuários andavam na calçada, pois não havia uma orientação clara quanto ao seu uso.

As reclamações também envolviam crianças manejando os equipamentos, o que não era permitido – e ainda não é. Além disso, vários usuários andavam no meio das praças, o que aumentava o risco de acidentes. No Passeio Público, registraram um acidente entre um patinete e uma bicicleta, envolvendo uma criança.

A Prefeitura chegou a propor multar os patinetes por excesso de velocidade, em meio a onda de reclamações. O órgão também queria propor regras para o estacionamento dos patinetes.

A empresa enfrentou problemas semelhantes. Mesmo naquela época, havia dúvidas sobre o modelo “transporte de última milha” no Brasil, com uma legislação confusa. Muitos patinetes e bicicletas foram estragados, alguns foram jogados em rios.

Em março de 2020, a empresa anunciou a suspensão temporária dos serviços em várias cidades, incluindo Curitiba.