O surfista paranaense Andrei Carrão, 42 anos, suspeita ter sofrido um ataque de tubarão na manhã do último domingo (9), em Guaratuba, quando surfava na Praia Brava, em um pico conhecido como Praia do Flintstone, no Nereidas. Por volta das 9h30, Carrão estava na água com mais oito amigos do grupo de surfistas e skatistas Terça Carve, de Curitiba, quando sentiu uma forte mordida no pé esquerdo, ao sair de uma onda. O Corpo de Bombeiros socorreu o surfista no local, mas descartou a possibilidade de um ataque de tubarão. A suspeita é de que outro animal marinho tenha sido o responsável pela mordida. Mesmo assim, o surfista chegou ser levado para o pronto-socorro.

Segundo o surfista, a mordida ocorreu no final da descida de uma onda, quando ele se preparava para voltar a remar para além da arrebentação. “Pensei que pudesse ser um caranguejo. Senti a mordida e puxei o pé para cima da prancha. Continuei remando e meus amigos me alertaram que o ferimento era mais grave do que parecia”, contou. Ainda de acordo com Carrão, o ferimento sangrou bastante e ele precisou ser socorrido pelos salva-vidas dos Bombeiros. “Foi tanto sangue que a minha pressão chegou a baixar”.

Levado ao hospital, Andrei levou quatro pontos no pé. Foto: Arquivo pessoal/Andrei Carrão.

Andrei Carrão foi atendido no pronto-socorro e levou quatro pontos no pé, bem perto do dedo minguinho. “Veio logo a suspeita de que não poderia ser um peixe comum. Falaram em peixe-espada, barracuda, mas eu acho que pode mesmo ter sido um tubarão. Ficaram marcas da mordida e da raspada dos dentes no meu pé. Não parece com o tipo de boca de nenhum desses outros peixes”, argumenta.

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Conforme explica o Corpo de Bombeiros, não houve ataque de tubarão. Em nota, os Bombeiros informam que ataques com essa espécie não são típicos do litoral paranaense. Ainda segundo os Bombeiros, o incidente não teve características de ataque, porque o animal não se manteve investindo insistentemente contra a vítima.

“O que já aconteceu em outras ocasiões foram incidentes com peixes maiores, ao se depararem com surfistas, não necessariamente tubarões, mas cações, cavalas grandes e outros”, diz o texto da nota.

Outra informação repassada pelos Bombeiros é de que a identificação exata da espécie que mordeu o surfista é, praticamente, inviável, já que ele não viu o animal marinho na água.

Nas redes sociais

Nesta quarta-feira (12), três dias depois do susto, Andrei Carrão diz que passa bem. Ele ainda sente dores, o pé está inchado, mas a recuperação segue tranquila. A repercussão da história do ataque em Guaratuba, no Instagram do Terça Carve, já virou até motivo de brincadeira entre os amigos.

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“Morei por dois anos na Austrália, onde a gente sabe que tem tubarão na água. Sempre tomei cuidado ao surfar por lá, pensando que poderia sofrer um shark attack [ataque de tubarão], mas fui levar uma mordida logo aqui, no Paraná. Fui premiado. Talvez, eu seja o único da história”, brinca o surfista.