Investigação

Sete farmácias em um dia: como mulheres se passavam por clientes para furtar no Paraná

Fotografia de câmera de segurança em enquadramento amplo e ângulo elevado (mergulhado) do corredor de uma loja de cosméticos e produtos de beleza. Em primeiro plano, no centro e à esquerda, observam-se duas mulheres em pé entre as prateleiras. A mulher mais próxima da câmera está de costas, tem cabelos escuros longos e veste um vestido justo branco de mangas compridas, carregando uma bolsa de ombro clara. A mulher ao lado dela veste jaqueta preta e óculos de grau. No canto superior esquerdo, uma terceira mulher de blusa regata preta e calça escura observa os produtos na prateleira lateral. No plano intermediário, estendem-se expositores centrais e prateleiras pretas com a palavra "Maquiagem" escrita na lateral, contendo batons, esmaltes e acessórios diversos. Ao fundo, à direita, alinham-se estantes brancas repletas de cosméticos organizados por categorias, sob piso de cerâmica clara e iluminação artificial de loja.
Grupo atuava de forma coordenada na Região Metropolitana de Curitiba. Foto: Câmeras de segurança/Divulgação PCPR.

Três mulheres são alvo de uma operação, realizada na manhã desta sexta-feira (25), que busca reunir informações sobre uma quadrilha especializada em furtos de farmácias na Região Metropolitana de Curitiba. Em apenas um dia, o grupo teria furtado sete estabelecimentos comerciais.

Segundo investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), os crimes foram praticados em 19 de agosto de 2026, nos municípios de Mandirituba, Agudos do Sul, Piên e Quitandinha. Para entrar nas farmácias, as mulheres se passavam por clientes e circulavam pelos estabelecimentos de maneira aparentemente convencional.

Cada uma exercia uma função diferente dentro do grupo, mas as ações eram coordenadas. Confira, abaixo, imagens das ações obtidas pela Polícia Civil:

Vídeo: Câmeras de segurança/Divulgação PCPR.

“Elas se deslocavam entre os municípios utilizando um mesmo veículo e ingressavam nos estabelecimentos comerciais de maneira aparentemente convencional. No interior das farmácias, enquanto uma integrante realizava a aproximação e a distração dos funcionários, as demais atuavam na subtração das mercadorias”, explica o delegado Murilo Martinez e Silva. 

A dinâmica teria sido repetida nos diferentes estabelecimentos, permitindo que o grupo realizasse sucessivas ações em um curto intervalo de tempo. Entre os principais alvos estavam cosméticos, produtos de perfumaria e itens de cuidados pessoais de maior valor comercial.

Mulheres podem responder por associação criminosa

Nesta sexta-feira, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão contra as três mulheres suspeitas, em Piraquara e Curitiba. As ordens judiciais têm como objetivo apreender elementos que possam ajudar a investigação, principalmente na identificação do destino dos produtos furtados.

Diante da dinâmica dos crimes, a PCPR investiga os casos como furto qualificado pelo concurso de pessoas, em continuidade delitiva, além de associação criminosa.

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