Estudantes que ocupam o prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), desde a semana passada, permanecem no local e devem continuar por lá, mesmo depois da reunião realizada neste sábado (14), na qual a universidade pediu, formalmente, a desocupação do prédio.

Sem acordo, um grupo de aproximadamente 30 pessoas – segundo informações extraoficiais – passou o domingo instalado numa das salas da reitoria. Eles protestam contra a demissão de 13 funcionários terceirizados do Restaurante Universitário (RU), o que culminou na invasão do Departamento de Serviços Gerais (DSG) e proibição da saída de alguns servidores de dentro da universidade na última terça-feira (10).

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Por meio da página na Internet, a UFPR enfatizou os prejuízos que toda a universidade sofre com a ocupação e lamentou a forma com a qual o protesto é conduzido pelos manifestantes. “Apesar de alertarmos sobre as consequências de fechar os departamentos, estão irredutíveis e pareceram não medir as consequências do quanto a paralisação afeta o andamento de toda a Universidade, inclusive, na compra de medicamentos”, diz a nota.

A instituição afirmou ainda que está aberta para responder a todos os pontos de pauta de reivindicações dos alunos. “Queremos que saibam que estamos trabalhando exaustivamente, todos os dias, em prol da resolução do conflito. Reiteramos também, nosso compromisso de fiscalizar todos os contratos, não apenas o dos restaurantes universitários de Curitiba. Nossa gestão é e sempre será implacável com qualquer descumprimento por parte das empresas licitadas”, finaliza o comunicado.

Os setores de Licitações e Contratações (Delic) e de Logística (Delog) foram ocupados por alunos da UFPR na última terça-feira (10) e seguem ocupados, pelo menos até segunda-feira (16).

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