Que sujeira!

Sacos para conter ressaca em Matinhos são encontrados a 25 km do ponto original

Imagem mostra um homem puxando um saco gigante utilizado para contenção da ressaca.
Foto: Reprodução/Bom Dia Paraná/RPC.

Desde a ressaca registrada na segunda-feira (19/1), sacos semelhantes aos utilizados para conter a formação de um paredão de areia na praia de Matinhos passaram a ficar aparentes. Parte deles já estava vazia, enquanto outros apresentavam sinais de desgaste e desmanche. A manta instalada para auxiliar a conter bolsões de areia também aparece danificada.

Além do trecho exposto em Matinhos, sacos parecidos foram encontrados por banhistas em Pontal do Paraná nesta quarta-feira (21/1), a cerca de 25 quilômetros do ponto original. Pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR) também recolheram materiais semelhantes nos balneários de Shangri-lá e Pontal do Sul.

Os sacos começaram a ser utilizados após a formação do paredão de areia no dia 4 de janeiro, às vésperas do início dos shows do Verão Maior Paraná. Depois da ressaca, o Governo do Paraná realizou uma barreira emergencial na área. A areia foi recolocada na tentativa de nivelar a orla, com o uso de aproximadamente 1.900 sacos para recompor o trecho afetado.

Em entrevista ao Boa Noite Paraná, da RPC TV, o presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Luiz da Costa Souza, informou que os sacos são feitos de ráfia e não são biodegradáveis. O IAT informou que segue atuando para conter o processo erosivo, com manutenção da estrutura instalada semanas atrás.

“Todos aqueles sacos que estão aparecendo estão sendo recolhidos e serão destinados, ou mesmo reaproveitados, porque a ideia ali foi fazer uma barreira semirrígida para poder absorver os efeitos das forças da maré”, afirmou.

Imagem mostra os sacos para contenção de ressaca se dissolvendo e indo para o mar.
Foto: Reprodução/Bom Dia Paraná/RPC.

Segundo o instituto, a intervenção utiliza areia retirada de áreas onde houve acréscimo nos últimos anos e segue critérios técnicos de capacidade, volume e resistência. O órgão também determinou uma varredura nas praias de Matinhos e de outros municípios para recolher sacos que possam ter sido levados pela maré.

O Ministério Público Federal (MPF) informou que solicitou diligências ao Ibama. Caso se confirme a colocação de sacos plásticos na orla, a prática pode ser caracterizada como poluição, com possibilidade de responsabilização civil e criminal.

Danos à restinga

Além da realocação de areia para nivelar a orla durante os shows do Verão Maior, o evento também teria provocado danos à restinga, segundo o MPF. Em dezembro de 2022, equipes do IAT chegaram a retirar parte da vegetação, que posteriormente foi replantada.

Desta vez, conforme o MPF, a degradação ocorreu na madrugada de 10 de janeiro. Imagens mostram centenas de pessoas sobre a área de preservação permanente durante o evento. Próximo à restinga, também foram instalados banheiros químicos.

O MPF encaminhou ao IAT recomendações para evitar a destruição da restinga. O documento aponta a necessidade de implementação imediata de estruturas físicas mais eficientes, reforço na fiscalização durante eventos e adoção de medidas para a recuperação da área degradada.

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