A trincheira entre os bairros Bacacheri e Bairro Alto, na Linha Verde, em Curitiba, teve os trabalhos retomados nesta quinta-feira (13). As obras começaram em 2016 naquele local, mas após problemas ficou anos parada e agora deve avançar. Quem transita pelo trecho vê a presença de trabalhadores e orientações reforçadas no trânsito. O prazo para entrega desta obra é de oito meses, ou seja, abril de 2021.

+Leia mais! Rodízio mais rígido começa nesta sexta-feira; Veja bairros atingidos

A trincheira fica sob a Linha Verde e une as ruas Fúlvio José Alice, no Bairro Alto, e Amazonas de Souza Azevedo, no Bacacheri. Atualmente, para passar de um bairro ao outro, motoristas têm apenas duas opções. Uma trincheira que constantemente está congestionada ou o sinaleiro, igualmente movimentado. Segundo a prefeitura, além da trincheira, serão feitas obras de pavimentação na própria Linha Verde e nos acessos laterais à nova estrutura viária. 

“O objetivo nesta primeira etapa é implantar novas pistas no eixo central da Linha Verde para que seja feito o desvio do trânsito no sentido norte-sul. Com os veículos trafegando por outra rota, conseguiremos concluir a estrutura da trincheira em ligação com a Rua Amazonas de Souza Azevedo”, explicou Rodrigo Rodrigues, secretário municipal de Obras Públicas.  

Foto: Daniel Castellano / SMCS.

Problemas no lote 3.2

No polêmico trecho, 74,98% das obras estavam concluídas. No histórico, seis aditivos de prazo foram concedidos à empresa que executava os serviços. No entanto, a Secretaria Municipal de Obras Públicas notificou 21 vezes a construtora por não execução de frentes de trabalho, atrasos no cronograma de execução e, por fim, pelo total abandono dos serviços, inclusive marcado pela ausência de funcionários e retirada de materiais e equipamentos do local.

Com estes problemas, o contrato foi rompido no fim do ano passado. Entretanto, a empresa que tocava as obras, a Terpasul, move ação na Justiça questionando o rompimento de contrato.

A Linha Verde começou a ser construída há 13 anos, em 2006, ainda na primeira gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB).