Muito caro

Quantas horas de trabalho pagam a cesta básica em Curitiba?

Foto: Deposit Photos

Um novo relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que um trabalhador precisa de ao menos 101 horas e 11 minutos de trabalho para comprar os itens da cesta básica em Curitiba.

Mesmo com a queda registrada em março, o custo da cesta básica na capital paranaense chega a R$ 745,56, colocando a cidade na 7ª posição entre as mais caras do país. Em São Paulo, que lidera o ranking, a diferença é de R$ 107,31 a mais em relação a Curitiba. 

Apesar do valor elevado, o tempo de trabalho necessário é menor do que no início do ano. Em janeiro, eram exigidas 101 horas e 31 minutos, enquanto, há pouco mais de um ano, em fevereiro de 2025, o total ultrapassava 108 horas. 

O dado indica uma leve melhora no poder de compra, embora o custo ainda comprometa grande parte da renda. Atualmente, a cesta básica consome cerca de 49,72% do salário mínimo, fixado em R$ 1.621. 

Entre os itens que mais subiram no mês estão o feijão preto (3,70%), o leite integral (2,28%) e a batata (1,27%). Por outro lado, cinco dos 13 produtos pesquisados tiveram queda de preço, com destaque para tomate, arroz e óleo de soja, influenciados principalmente pelo setor de hortifrúti e grãos.

Supermercado mais caro do país

O cenário de custo elevado se repete em nível estadual. O Paraná aparece como o segundo estado com maior custo de vida do Brasil, segundo levantamento da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box.

De acordo com a pesquisa, os paranaenses gastam, em média, R$ 4.300 por mês com despesas essenciais, valor R$ 780 acima da média nacional. Só com supermercado, o gasto médio mensal chega a R$ 1.210, o maior do país, superando em R$ 280 a média brasileira.

Outras despesas também pressionam o orçamento. As contas recorrentes somam, em média, R$ 570 mensais, enquanto o aluguel, segundo item mais caro do país, atinge média de R$ 1.340 no estado, reforçando o peso do custo de vida para as famílias paranaenses.

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