Foi aprovado nesta terça-feira (16), em primeiro turno, um substitutivo geral ao projeto de lei que criaria o Programa Municipal das Escolas Cívico-Militares, alterando sua intenção inicial. Nesta quarta (17), também no plenário da Câmara Municipal, o projeto vai à segunda votação e, se aprovado novamente (a primeira votação teve placar de 23 a favor e oito contra), vai para a sanção do prefeito Eduardo Pimentel.

continua após a publicidade

Votaram a favor do projeto os vereadores:

  • Amália Tortato (Novo),
  • Andressa Bianchessi (União),
  • Beto Moraes (PSD),
  • Bruno Rossi (Agir),
  • Bruno Secco (Novo),
  • Carlise Kwiatkowski (PL),
  • Da Costa (Podemos),
  • Delegada Tathiana (PL),
  • Eder Borges (Novo),
  • Fernando Klinger (PL),
  • Guilherme Kilter (Novo),
  • Hernani (Republicanos),
  • Indara Barbosa (Novo),
  • Jasson Goulart (Republicanos),
  • João Bettega (PL),
  • Mauro Bobato (PP),
  • Meri Martins (Republicanos),
  • Nori Seto (PP),
  • Olimpio Araújo Junior (PL),
  • Rafaela Lupion (PSD),
  • Renan Ceschin (Podemos),
  • Serginho do Posto (PSD) e
  • Zezinho do Sabará (PSD).

Votaram contra o projeto os vereadores:

  • Angelo Vanhoni (PT),
  • Camilla Gonda (PSB),
  • Giorgia Prates (PT),
  • Laís Leão (PDT),
  • Marcos Vieira (PDT),
  • Professora Angela (PSOL),
  • Professor Euler (MDB) e
  • Vanda de Assis (PT).

Estiveram ausentes na votação os vereadores Leonidas Dias (Podemos), Lórens Nogueira (PP), Pier Petruzziello (PP), Sargento Tânia Guerreiro (Podemos) e Tiago Zeglin (MDB).

continua após a publicidade

O projeto é de autoria de Guilherme Kilter (Novo) e da Delegada Tathiana (PL). O novo texto estabelece o ensino de valores cívicos e da convivência ética e cidadã nas escolas municipais de Curitiba. A sessão ordinária da Câmara ocorreu com galerias cheias, com representantes de várias entidades ligadas à educação pressionando os vereadores.

O texto anterior previa a gestão escolar no modelo cívico-militar, mas o novo texto sugere diretrizes para ações de incentivo à disciplina e aos valores cívicos na rede municipal. O programa teria abrangência entre o 6º e o 9º ano do Ensino Fundamental, e a adesão das escolas seria facultativa e condicionada ao aceite da comunidade escolar.

continua após a publicidade

Vereadores de oposição e representantes de sindicatos ligados à educação questionam a tramitação, já que o substitutivo não foi avaliado pelas comissões da Câmara. Além disso, alegam que leis estaduais semelhantes a essa aguardam decisões do Supremo Tribunal Federal e que seria necessário aguardá-las para debater o tema no município. Mesmo assim, o projeto foi votado em 1º turno.

Autor do projeto explica nova proposta

Em entrevista à Tribuna, Guilherme Kilter explicou as mudanças. “A gente quer trazer as boas práticas já provadas no Estado para o ensino municipal, para adolescentes de 12 a 15 anos, que poderão passar a contar com profissionais de segurança pública nos colégios, garantindo a segurança de todos: professores, alunos, pais e responsáveis”, disse. Segundo ele, o modelo estadual conta com a aprovação de 90% dos pais e o sistema possui uma fila de 20 mil alunos.

Para o vereador, o modelo melhora as notas das escolas em várias disciplinas e diminui a evasão escolar em 80%. “Diminui também em 85% os casos de violência física, verbal e patrimonial nessas escolas. Todos os dados apontam para uma melhora no ensino e na educação nessas unidades”.

Laís Leão questiona pressa na tramitação e fragilidade jurídica

Representante da oposição, a vereadora Laís Leão afirmou que o projeto não deveria ter sido nem protocolado na Câmara. “São iniciativas exclusivas do Poder Executivo. A Câmara não deveria ter aprovado esse projeto, não só em termos de mérito, mas também em termos de conteúdo. É um projeto amplamente inconstitucional pela forma com que foi feito”.

Ela garante que, se aprovado novamente em segundo turno, o projeto será questionado judicialmente pela sua inconstitucionalidade. “Então é um projeto completamente descabido, inconstitucional, com chance de ser derrubado judicialmente, com bastante insegurança jurídica e que teve uma tramitação absolutamente confusa e absurda. Apesar de o projeto ser do ano passado, o texto aprovado foi protocolado ontem (segunda-feira), há menos de 24 horas”.