Uma manifestação realizada na manhã desta segunda-feira (18) por professores que contestam a redução dos valores pagos pelo governo no regime PSS, previstos para 2018, saiu de praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, em Curitiba, e entrou no Palácio Iguaçu por volta do meio -dia. Após negociação com representantes do governo, eles deixaram o prédio por volta das 14h30.

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Um grupo de aproximadamente 30 pessoas ficou sentado no chão do hall do Palácio, cantando e gritando palavras de ordem. Houve protestos simultâneos em outras cidades, em frente aos núcleos regionais de educação.

A luz e a água foram cortadas no local onde os professores estavam. Ficou acertado com o governo que será aberta uma mesa de negociação.

Início dos protestos

Por volta das 11h30, cerca de 100 pessoas começaram a caminhar em direção ao Palácio. Ao perceber que os manifestantes se aproximavam da entrada, os seguranças tentaram fechar o portão. Mas, em maioria, os professores conseguiram empurrar a porta e entraram. Os professores destacam que não pretendem danificar nada no local, nem impedir a entrada ou saída de ninguém. Mas estão convocando mais pessoas para reforçar o protesto.

O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, líder do governo, conversou com os manifestantes e está intermediando as negociações. O deputado estadual Professor Lemos também está no local.

Redução de salários

Os professores estaduais temporários – contratados via processo seletivo simplificado (PSS) – vão ganhar até 13,35% menos em 2018. O edital lançado pelo governo Beto Richa (PSDB), na sexta-feira (15), prevê que a remuneração dos docentes com nível superior será de R$ 13,63 por hora/aula. Neste ano, os professores com esta formação ganham R$ 15,73.

A expectativa é de que mais de 20 mil educadores sejam contratados via PSS, para trabalhar nas escolas estaduais do Paraná ao longo do ano que vem. Um professor PSS que, em 2018, trabalhe 40 horas por semana terá uma remuneração até R$ 378 a menos do que um docente com a mesma carga horária neste ano.