Na semana em que cresceu a articulação de grupos de médicos que defendem o tratamento precoce da Covid-19 com medicamentos sem eficácia comprovada, como a hidroxicloroquina e a ivermectina e algumas prefeituras passaram a distribuir as drogas no Sistema Único de Saúde, a prefeitura de Curitiba divulgou, em seu site oficial, no sábado (11), o alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do governo federal, que reforça a inexistência de estudos que indiquem o uso de ivermectina para o tratamento da doença.

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A prefeitura destaca o trecho do esclarecimento que cita que: “nesse sentido, as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas constantes da bula do medicamento. Cabe ressaltar que o uso do medicamento para indicações não previstas na bula é de escolha e responsabilidade do médico prescritor”.

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Nesta semana, médicos que defendem o “tratamento precoce” da Covid-19, contrariando as indicações das sociedades científicas, apresentaram à Secretaria de Estado da Saúde e à Assembleia Legislativa do Paraná sugestão de protocolo com o uso de hidroxicloroquina e ivermectina como prevenção ao coronavírus ou já na aparição dos primeiros sintomas. A prefeitura de Paranaguá passou a distribuir ivermectina a seus habitantes. Ponta Grossa anunciou que incluiria a droga em seu protocolo.

Em audiência na Assembleia Legislativa, o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clovis Arns da Cunha, citou que a ivermectina apresentou, em laboratório, capacidade de conter a reprodução do vírus, mas a dose necessária em humanos seria entre 100 e mil vezes maior que a utilizada para o enfrentamento da sarna e do piolho (as indicações de bula da droga), o que seria uma dose tóxica para qualquer pessoa.


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