A direção da Polícia Civil e os próprios policiais prestaram homenagem à escrivã Maritza Guimarães Silva, de 41 anos, assassinada na noite de quarta-feira (4) pelo marido também policial, o delegado Eric Busetti, 45 anos. Além de Maritza, o delegado também matou a tiros a enteada Ana Carolina de Souza, de 16 anos, na casa da família, em um condomínio no bairro Atuba, em Curitiba.

Desde a noite de quinta-feira (5), o velório de ambas na Escola Superior da Polícia Civil, no bairro Vila Izabel, recebeu muitos policiais na última homenagem à escrivã. Os sepultamentos serão nesta sexta-feira (6) na cidade de Piraí do Sul, nos Campos Gerais. Preso em flagrante por duplo feminicídio, Busetti, que atuava na Delegacia do Adolescente, foi transferido para o Complexo Médico Penal em Piraquara, na região metropolitana.

Muito querida na corporação, Maritza estava na Polícia Civil desde 2004. Vítima de feminicídio, a policial chegou a atuar na Delegacia da Mulher em Curitiba, além da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação das duas mortes. Por último, ela estava lotada na Divisão de Planejamento Operacional.

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Neste momento de dor, iremos lembrar da tua alegria e de teu sorriso sempre presente. Você vive em nossas lembranças e mora em nossos corações! 🙏🙏🙏

Posted by PCPR – Polícia Civil do Paraná on Thursday, March 5, 2020

Em suas mídias sociais, a Polícia Civil postou uma foto de Maritza peloluto. “Neste momento de dor, iremos lembrar da tua alegria e de teu sorriso sempre presente. Você vive em nossas lembranças e mora em nossos corações!”, postou a corporação. Até as 9h30 desta sexta, 371 pessoas, a maioria policiais, prestaram solidariedade à família da escrivã nos comentários do post.

A solidariedade foi compartilhada nas mídias sociais de algumas delegacias especializadas. Entre elas, a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), o Grupo Tigre e o o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que efetuou a prisão de Busetti. “Estará sempre presente nos nossos corações, descanse em Paz!”, postou o Cope. “As policiais civis desta especializada, repudiam veementemente qualquer tipo de violência contra a mulher. Em caso de agressão, física ou psicológica, denuncie”, postou a DFR.