O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) está utilizando a parte líquida do sangue, o plasma, de quem já se curou da covid-19 para tentar combater o novo coronavírus. Pacientes curados participam deste projeto-piloto que tem o apoio do Laboratório Central do Estado (Lacen/PR), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Hospitalar do Trabalhador (HT) e Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde.

O estudo consiste em colher o sangue de pacientes já curados. A partir de então, o plasma é separado, que é onde ficam as proteínas que combatem o vírus quando o organismo é infectado, os chamados anticorpos. Na sequência, esse plasma com anticorpos é injetado no organismo de outra pessoa contaminada.

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“Acreditamos que estes anticorpos quando transfundidos em pessoas que acabaram de receber um diagnóstico positivo para a covid-19 possibilitem uma evolução da doença de forma mais branda, não necessitando de intubação ou internamento em UTIs”, comenta a diretora do Hemepar, a enfermeira Liana Labres de Souza.

Além de proteger um infectado logo no começo da doença, o experimento deve aliviar o trabalho nos hospitais referência no tratamento do covid-19 em todo o estado, como o Hospital do Trabalhador em Curitiba. O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, ressalta que o esforço da comunidade cientifica é uma alternativa para evitar o aumento de casos graves nos municípios paranaenses.

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“Este trabalho do Hemepar tem como objetivo de desafogar os serviços de saúde, salvar vidas e contribuir com as pesquisas científicas”, aponta Beto Preto.

Os testes e experimentos são acompanhados pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesta semana, a Anvisa começou a avaliar com um laboratório dos Estados Unidos a funcionalidade do remédio remdesivir. A medicação foi liberada nos EUA para tratamento de pacientes em estado grave de covid-19.


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