Eleições

Multidão se reúne em ato pró-Flávio Bolsonaro no centro de Curitiba

Em carro de som, Moro e os dois governadores do Sul cruzaram Curitiba até a Boca Maldita. Foto: Divulgação / Victor Coutant

A oito dias do segundo turno das eleições presidenciais, Curitiba foi palco de uma grande manifestação em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (17). O encontro teve como anfitrião o governador eleito pelo Paraná, Sergio Moro, além dos senadores Deltan Dallagnol e Filipe Barros, e os governadores de Santa Catarina, Jorginho Mello, e Luciano Zucco, eleito pelo Rio Grande do Sul,

Também participaram do ato vários prefeitos e deputados paranaenses, além do senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio.

Uma carreata começou na frente da sede da Polícia Federal, símbolo da Operação Lava Jato, passou pelo Justiça Federal no bairro Ahú e chegou à Boca Maldita por volta das 16h30. Além do apoio a Flávio, a manifestação também é contrária ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento contou também com a participação de vários prefeitos e e deputados eleitos no último dia 4 de outubro.

Apesar de ser o principal nome da manifestação, Flávio Bolsonaro não participou da manifestação, que reuniu uma multidão em um dos principais locais de manifestação política de Curitiba.

O governador eleito do Paraná exaltou o compromisso do seu candidato com o estado. “O Paraná mostra que não foge à sua responsabilidade e no dia 25 todos vão votar 22 para colocar no Palácio do Planalto um aliado do Paraná, um aliado do Sul do Brasil. O Sul se uniu, pois sabe que o Lula não gosta do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”, afirmou Sergio Moro.

Carreata passou por locais históricos para a direita

A concentração aconteceu na Rua Engenheiro Paulo Gabriel Passo Brandão, nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida. “Quero agradecer a todos que compareceram a este grande ato, que é uma carreata que começa aqui na frente do prédio da Polícia Federal, onde o Lula esteve preso e de onde nunca deveria ter saído”, disse Moro em entrevista coletiva no início do ato deste sábado.

A saída dos veículos aconteceu perto das 14h45. O percurso teve uma passagem pela Justiça Federal, no bairro Ahú, antes de seguir em direção ao Centro. Os dois primeiros pontos do trajeto estão associados à Operação Lava Jato, investigação que marcou a trajetória de Moro e Deltan antes de suas entradas na política.

Foi na Superintendência da Polícia Federal que Lula permaneceu preso entre abril de 2018 e novembro de 2019, durante 580 dias. Na época, Moro havia deixado a magistratura para assumir o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Antes disso, como juiz federal em Curitiba, havia condenado Lula no processo do tríplex do Guarujá. As condenações do presidente foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A escolha dos locais para a carreata recupera esse período da história política brasileira e integra a estratégia dos organizadores de associar a manifestação à trajetória da Lava Jato.

Reta final da campanha presidencial

A carreata faz parte das ações de mobilização dos apoiadores de Flávio Bolsonaro na última semana de campanha antes do segundo turno. O objetivo dos organizadores é reunir eleitores e lideranças políticas em defesa da candidatura do senador à Presidência da República.

A Boca Maldita, escolhida para encerrar a programação, é um dos principais pontos de manifestações políticas de Curitiba e costuma receber atos de diferentes movimentos e partidos.

O evento ocorre em meio à disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula, que voltarão a se enfrentar nas urnas no domingo, 25 de outubro, quando os eleitores escolherão o presidente da República para o mandato de 2027 a 2030.

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