A Polícia Civil do Paraná indiciou por estelionato a mulher de 37 anos, que se passava por adolescente, presa em Santa Catarina em junho deste ano. Investigações em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, foram reabertas depois que um grupo de oração da cidade reconheceu a suspeita, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira.
Amanda teria se passado por uma criança de 13 anos com câncer terminal, contando histórias de um passado trágico. O caso aconteceu em 2021 e foi registrado em Boletim de Ocorrência em 2022. Na época, a polícia não conseguiu chegar até a suspeita.
Depois de reaberta a investigação, Amanda passou por interrogatório na última semana e negou as acusações. O inquérito foi encaminhado à Justiça.
A Tribuna do Paraná tentou contato com a defesa de Amanda por telefone durante a tarde desta segunda-feira (13), mas não conseguiu contato com os advogados do caso até a publicação desta reportagem.
Grupo de Colombo foi vítima de Amanda
Em 2021, a suspeita se apresentou a um grupo de oração como Emily, e passou cerca de dez meses relatando histórias de que era uma criança com câncer, e que teria sido abandonada e violentada, além de ter perdido familiares. As vítimas só desconfiaram da história quando ela começou a pedir dinheiro.
O grupo fazia orações na época da pandemia de Covid-19, em reuniões online. Foi assim que a suspeita se aproximou deles. Uma das mulheres chegou a tatuar o nome que ela se apresentou, por ter criado um forte laço com a suspeita. Depois que o golpe foi descoberto, a vítima removeu a tatuagem.
Quando Amanda foi presa em Santa Catarina, acusada de estelionato e falsa identidade, os membros do grupo de oração reconheceram a suspeita e conseguiram reabrir as investigações no Paraná.
