Uma manifestação aconteceu nas ruas próximas à Arena da Baixada na tarde desta sexta-feira (13/02), reunindo torcedores do Athletico, amigos e familiares em protesto pela morte de Leandro Candinho de Souza. O jovem de 23 anos morreu na noite de quinta-feira (12/02), após um suposto confronto com a Polícia Militar (PM).

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Integrantes da torcida organizada e pessoas próximas ao rapaz se concentraram entre as ruas Brasílio Itiberê e Dr. Pedro Augusto Mena Barreto Monclaro, nas imediações do estádio rubro-negro, manifestando indignação pelo ocorrido.

A situação aconteceu no Boqueirão, quando Leandro retornava para casa após a partida entre Athletico e Santos. Segundo testemunhas, torcedores seguiam a pé quando uma viatura da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) se aproximou, dando início a uma confusão.

Pessoas próximas ao jovem contestam a versão de confronto e apontam uso excessivo de força por parte dos policiais. Presente na manifestação, Vanessa Silva Candinho, mãe de Leandro, classificou a ação policial como incompetente e lamentou a morte do filho.

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Vídeo: Ernani Ogata | Colaboração Tribuna do Paraná
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Vanessa conta que, seguindo a rotina habitual, o filho enviou mensagem ao pai avisando que estava voltando para casa. Após o comunicado, o casal foi dormir, mas ela foi despertada durante a madrugada.

“Acordei com um telefonema de uma mãe de um colega dele falando que precisava falar comigo porque a polícia tinha pegado ele. Eu perguntei “mas ele está bem?”, ela falou “mãe, ele está morto”. Eu pedi para eles [polícia] para ver, reconhecer se era meu filho, eles não deixaram. Isso deixa uma mãe muito indignada. Eles estão para fazer nossa segurança, não para fazer isso”, diz Vanessa.

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Ela reforça que o jovem era trabalhador e “tinha o coração limpo”. “Deixou uma filhinha, deixou a gente”, lamenta. “A nossa indignação é isso. Chamam torcida de vândalo, vagabundo, mas hoje a torcida foi meu socorro. Como mãe, estão sendo meu socorro hoje, nesse dia. Eu confiava muito na polícia, hoje em dia eu não confio mais. Eu sei o filho que eu tinha em casa, eu sei o que eu tenho dentro de casa”.

“O governo tinha que ver bem as pessoas que eles colocam, os policiais que eles trazem para poder cuidar da gente. Eles tão ali para fazer nossa segurança. Eles mataram o meu menino. A diversão dele era vir na sede, assistir ao jogo e voltar embora”, afirma Vanessa.

E aí, Polícia Militar??

Cobrada pela Tribuna, a Polícia Militar informou que a equipe foi inicialmente acionada para o atendimento a uma ocorrência de violação de domicílio. “Segundo os policiais participantes da ação, o suspeito foi localizado dentro do terreno, e na tentativa da abordagem houve resistência com arma de fogo, a qual exigiu a neutralização por parte dos Militares Estaduais. Mesmo com o acionamento do SIATE, o indivíduo não resistiu e veio a óbito. A arma de fogo que estava em posse do indivíduo foi apreendida e encaminhada à Central de Flagrantes”, disse a PM em nota.

Segundo a PM, foi determinada ainda a instauração de procedimento para apurar todas as circunstâncias que envolveram a ocorrência.

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