O prefeito Rafael Greca decretou luto oficial de três dias em Curitiba pela morte de Odgar Nunes Cardoso, vítima da covid-19 aos 60 anos, que foi diretor da Guarda Municipal por três vezes, servindo a corporação por 31 anos, desde a sua fundação em 1988. Odgar estava internado no Hospital da Cruz Vermelha, deixa esposa e dois filhos.

Integrante da turma pioneira da corporação, de 1988, Odgar esteve à frente da GM por um mês em 1992, depois de 2010 a 2012 e na última vez de 2017 a 2019. Após 31 anos na Guarda, Odgar se aposentou em 2019, mas continuou atuando na prefeitura como superintendente da Secretaria Municipal de Defesa Social, onde está lotada a Guarda.

“Servidor impecável de Curitiba, membro da turma pioneira da GM, em 1988. Odegar fez na Guarda Municipal de Curitiba uma brilhante trajetória profissional ao lado de sua mulher, supervidora Silvia Zoraski, dedicada mãe de seus filhos Helena e Lucas. Tive a honra de contá-lo entre meus grandes amigos”, lamentou Greca em sua conta pessoal no Facebook.

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#LutoOficial Perdemos para o Covid-19 o Comandante Emérito da Guarda Municipal Odegar Nunes Cardoso (1960-2020)….

Posted by Rafael Greca de Macedo on Wednesday, August 5, 2020

A vida do inspetor Odgar se misturou com a da Guarda Municipal. Ele decidiu tentar a sorte ao assistir na TV ao anúncio do concurso de formação da primeira turma da corporação quando tinha vindo a Curitiba a trabalho, na época em que era caminhoneiro. Como era ex-sargento do Exército, achou que poderia atuar na segurança pública.“Estava assistindo ao jornal à noite e, no intervalo, vi um comunicado que dizia ‘entre na Guarda Municipal de Curitiba’, chamando para o concurso. Vi que eu tinha os principais requisitos e resolvi me inscrever”, explicou à Tribuna em 2019 quando estava se aposentando.

Após ver o anúncio, Odgar voltou para o Rio Grande do Sul, onde morava, pediu demissão do trabalho e veio morar em Curitiba, mesmo sem a certeza de aprovação no concurso. Para o concurso, preparou-se estudando na Biblioteca Pública e na Praça Santos Andrade, no Centro. “A coisa estava tão predestinada a dar certo, que minha papelada só ficou pronta no último dia de inscrição”, disse.

A vida na GM

Nos mais de 30 anos de GM, o inspetor nunca negou que a corporação era sua vida. Foi na Guarda, inclusive, que conheceu a esposa. “Pra mim, a Guarda é tudo que eu adquiri na vida. Não só na questão financeira, de bens materiais, mas também na questão pessoal mesmo. A Guarda foi uma estrutura de segurança não só para mim como também para a minha família. Me deu oportunidade e eu soube aproveitar isso”, agradeceu Odgar em entrevista à Tribuna em 2019.

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Odgar era formado em Geografia e História e tinha especialização em Planejamento Estratégico na área de segurança pública.

A esposa, Silvia Maria Zoraski, ele conheceu logo no primeiro ano de GM. Ambos se casaram em 1989, um ano após o surgimento da corporação. Com Silvia, Odgar teve dois filhos.


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