A 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba definiu para os dias 9, 10 e 11 de setembro o júri popular do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli ao realizar um ataque a tiros em um posto de combustíveis em Curitiba.
O crime aconteceu em maio de 2022. Massuia atirou contra clientes que estavam em uma loja de conveniências de um posto na Rua Sete de Setembro. Os tiros atingiram Fritoli, que morreu na ambulância, e feriram outras três pessoas.
O ex-policial responde pelos crimes de homicídio consumado e tentado, com qualificadoras por motivo fútil, perigo comum e surpresa que impossibilitou a defesa das vítimas.
Em fevereiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Paraná adiou o julgamento, inicialmente agendado para o dia 9 daquele mês, devido à troca do advogado de defesa do réu seis dias antes do júri popular.
Relembre o caso
De acordo com a Polícia Militar, a confusão começou depois que Massuia estacionou o carro em um local não permitido. O ex-policial se envolveu em uma briga com outras pessoas, incluindo um segurança do posto, e então efetuou os disparos. Imagens de câmeras de segurança registraram o crime.
Massuia apresentava sinais de embriaguez, o que não foi confirmado oficialmente. O fotógrafo morreu na ambulância; outras três foram encaminhadas ao hospital. Apo todo, foram cerca de dez tiros disparados na loja de conveniência.
Detido em flagrante no dia do crime, o ex-policial permanece preso. O então Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, demitiu Massuia em abril de 2022.
O que diz a defesa
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Massuia afirma que recebeu com tranquilidade a confirmação da data do julgamento, e que “confia plenamente na Justiça e, sobretudo, na sociedade curitibana, que será soberanamente chamada a analisar os fatos e certamente proferirá um veredito justo, técnico e fiel às provas produzidas nos autos”.
O comunicado fala em circunstâncias importantes que “ainda não foram devidamente esclarecidas perante a opinião pública”. E que, “no momento oportuno, perante o Conselho de Segurança, muitos elementos que até agora permaneceram ocultos ou mal compreendidos virão à tona, permitindo uma compreensão integral e equilibrada do caso”.
“Por respeito ao Poder Judiciário, aos jurados e ao devido processo legal, a defesa se manifestará nos autos e no plenário, sempre com responsabilidade, técnica e confiança na verdade que será demonstrada em julgamento”, conclui a nota.
