A família de Ana Beatriz Cruz, que ficou paraplégica após ser atingida por um galho na Praça Osório no dia 13 de junho, aguarda o resultado de uma ressonância magnética da coluna e do crânio para decidir se dá sequência ao tratamento de reabilitação da jovem em casa. Segundo a mãe, Vanessa Stubinski, a intenção é focar na reabilitação pélvica, que só poderia se realizada quando não estiver mais internada.
“A ideia, a princípio, é que ela venha para casa, continue fazendo a fisioterapia de ambulatório do HR [Hospital de Reabilitação, onde ela segue internada], porque é muito importante que ela faça a reabilitação pélvica, e se ela estiver internada, não pode fazer”, explica.
Nos últimos dias, Ana Beatriz tem sentido dores de cabeça, o que tem causado náuseas e impedido em alguns momentos de fazer fisioterapia. A ressonância vai apontar quais os motivos das dores e indicar o tratamento a ser adotado.
Além da possibilidade de retorno para casa, onde terá acesso ao home care da Prefeitura de Curitiba, Vanessa inscreveu Ana Beatriz no Hospital Sarah Kubistchek, em Brasília, parte da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, referência no tratamento de lesão medular. E para a avaliação inicial solicitada pela instituição, a jovem precisa estar em casa. “É para a primeira consulta, porque eles [o hospital] entendem que o quadro dela é agudo ainda”, informa.
Somada a essas possibilidades, Ana Beatriz ganhou de uma clínica em Curitiba acesso para um tratamento fisioterápico para reabilitação, conta Vanessa.
Polilaminina
No dia 17 de junho, Ana Beatriz recebeu aplicação da polilaminina durante um procedimento cirúrgico no Hospital do Trabalhador, para onde foi levada logo após o incidente. A autorização para o uso do medicamento experimental foi concedida na terça-feira (16) e, em seguida, uma operação especial do Governo do Paraná garantiu o transporte da dose até a capital.
Após a aplicação, Ana Beatriz deu sinais de reação, mexendo os dedos do pé ao ter as cerdas de uma escova de dentes passada na panturrilha.
Relembre o caso
No dia 13 de junho, Ana Beatriz foi atingida por um galho enquanto passeava com a mãe, a irmã e o sobrinho na Praça Osório, Centro de Curitiba. Com o impacto, teve fratura nas vértebras T5 e T6, a medula dilacerada e perfuração no pulmão, e perdeu os movimentos da cintura para baixo. Ela foi operada 12 horas após o acidente no Hospital do Trabalhador.
