Caminhar pelas ruas de Curitiba e erguer o olhar tem revelado uma cena quase obrigatória nesta semana. Entre prédios e calçadas, flores em tons de rosa se espalham pela paisagem urbana. É o período de florada das Resedás, também conhecidas como Extremosas, árvores ornamentais que se destacam nesta época do ano.

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O pico da florada ocorre na primavera e no verão, especialmente entre novembro e fevereiro. Com o calor dos últimos dias, as Resedás chegaram ao auge. A espécie floresce melhor após períodos de sol intenso. 

A resedá é uma espécie originária da Ásia, especialmente da China e do Sudeste Asiático. De pequeno porte, adapta-se bem às ruas da cidade. Não costuma interferir na fiação elétrica e exige pouca manutenção.

Resedás no Alto da XV. Foto: Leticia Akemi/Gazeta do Povo.

À primeira vista, as resedás costumam ser confundidas com cerejeiras ou até com ipês. A semelhança está na delicadeza das flores e na variedade de cores. Apesar disso, a árvore tem características próprias.

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As flores lembram as da pitangueira, mas quase não exalam perfume, o que ajuda na identificação. O tronco também chama atenção: liso e de tom bege. Além de colorir Curitiba, suas flores atraem insetos polinizadores, como abelhas. 

Quem quer aproveitar o espetáculo silencioso, basta caminhar pela cidade. Um dos melhores pontos para observar a florada é a Avenida Vicente Machado. Também há exemplares na Rua Bom Jesus, na Rua Paula Gomes e na Presidente Carlos Cavalcanti. 

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