A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga as mortes de Rafael Furuyama, Marcos Alberto Furuyama e Claudia Hitomi Shimada Furuyama, encontrados nesta terça-feira (25) em um apartamento no 9º andar de um prédio no bairro Água Verde, em Curitiba. Segundo o delegado Ivo Viana, os três corpos apresentavam ferimentos compatíveis com arma branca, e as diligências seguem em andamento para esclarecer o que houve.
De acordo com a polícia, os vizinhos tentavam contato com a família desde domingo (23), sem sucesso. A situação só chamou atenção depois que o cachorro do apartamento começou a latir de forma insistente, o que levou os moradores a chamar um chaveiro para abrir a porta, trancada por dentro. Foi assim que a cena foi encontrada.
Segundo o delegado, a perícia ainda vai precisar de tempo para reconstituir a dinâmica dos fatos. Foram solicitados exames de necropsia e de material genético para identificar a origem dos vestígios de sangue encontrados nas duas armas brancas e nas roupas das vítimas.
“A gente não tem como precisar ainda a dinâmica de como esse fato aconteceu lá dentro do imóvel”, afirmou Viana. Ele explicou que os sinais de confronto ficaram concentrados em apenas dois cômodos do apartamento, sem indícios de luta nas demais dependências.
Uma das hipóteses levantadas pela polícia é a de feminicídio motivado por dificuldades financeiras. Segundo apurado, Marcos Furuyama, formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), teria uma empresa que decretou falência recentemente, e o apartamento da família estaria penhorado. A informação, no entanto, não seria de conhecimento da esposa até poucos dias antes das mortes.
Claudia Hitomi Shimada Furuyama era médica pediatra e atuava há mais de 20 anos em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O filho do casal, Rafael Furuyama, cursava Engenharia Mecatrônica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
O delegado afirmou que a polícia ainda não descarta nenhuma possibilidade, incluindo a de que as vítimas tenham sido atacadas enquanto dormiam, e que as imagens das câmeras de segurança do condomínio, ainda em análise, devem ajudar a esclarecer a sequência dos fatos.
As primeiras oitivas de familiares e moradores próximos estavam previstas para a tarde desta terça-feira. “Cabe a nós aqui da polícia esclarecer o fato, poder dar uma resposta para a família”, disse Viana.
