Uma idosa de 72 anos que morava sozinha foi encontrada morta dentro de casa na Avenida João Gualberto, perto do Colégio Estadual do Paraná, no bairro Alto da Glória, em Curitiba, na manhã desta quarta-feira (20). A suspeita é de que a vítima, que era cadeirante, tenha sido assassinada durante um assalto.

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O corpo da senhora, que não era casada e nem tinha filhos, foi encontrado pelo cuidador dela, que mora em uma edícula nos fundos da residência, por volta das 9h. Ela foi estrangulada com um moletom que pertencia a outra pessoa.  A família notou a falta da TV, do celular e de joias da vítima, o que reforça a possibilidade de latrocínio – assalto seguido de morte.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil foi ao local e já começou a investigação. Um suspeito de aproximadamente 25 anos, que usava tornozeleira eletrônica, foi preso pela Polícia Militar(PM) circulando nas proximidades da residência. Ao verificar o sistema de monitoramento de tornozeleiras do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), a PM constatou que o homem esteve na casa da idosa. Ele teria entrado por volta de 8h na residência, onde permaneceu por 20 minutos.

Conforme a PM, o suspeito teria saído ontem da prisão e passado por uma audiência na Vara de Execuções Penais – que fica em frente à casa do idosa – para colocar a tornozeleira. O rapaz tem passagens pela polícia por crimes patrimoniais, entre eles, roubo.

Milhões em joias

De acordo com informações da delegada da DHPP, Camila Cecconello, o suspeito foi preso em flagrante pelo crime de latrocínio, encaminhado à Central de Flagrantes de Curitiba. Além dele, o cuidador da idosa, um jovem de cerca de 20 anos, também foi conduzido à delegacia, para prestar depoimento.

Ainda segundo a polícia, a família informou que a vítima guardava em casa joias avaliadas em aproximadamente R$ 3 milhões de reais. Outro detalhe que chamou a atenção dos policiais foi a audácia do criminoso.

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“Crime de ousadia pela localização, em rua bastante movimentada, na frente da Vara de Execuções Penais. Local sem cerca eletrônica, não era local de difícil acesso. Local bem movimentado e requer ousadia por parte do assaltante”, afirmou a delegada.

“Muito triste”

Dona de uma lavanderia vizinha da casa, Ivone Lisboa, 60 anos, afirma que a vítima era uma senhora querida por todos os vizinhos. “É muito triste. Eu e todo mundo aqui gostava muito dela. Ela não esquecia da gente no Natal, Páscoa”, afirma a comerciante. “Perdemos uma pessoa maravilhosa”, resume.

A comerciante Ivone Lisboa conhecia a vítima há mais de 18 anos. Foto: Rodrigo Cunha/Tribuna do Paraná.
A comerciante Ivone Lisboa conhecia a vítima há mais de 18 anos. Foto: Rodrigo Cunha/Tribuna do Paraná.

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