Um homem armado invadiu um CMEI no bairro São Braz, em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (9) e mantém crianças e professores como reféns. Informações preliminares indicam que entre 10 e 20 pessoas estão no interior do local.
Novas informações divulgadas pelo Comando de Aviação da Polícia Militar indicam que o homem está armado com uma arma branca (faca) e trancou as crianças com ele dentro de uma sala de aula.
Para acelerar o cerco e coordenar a ação em solo, a PMPR acionou o helicóptero Falcão 13. A aeronave atua como plataforma aérea de observação, mapeando a estrutura do CMEI e orientando o posicionamento tático das equipes terrestres do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).
O perímetro no entorno da creche permanece totalmente isolado pelo Corpo de Bombeiros e pela Guarda Municipal.
O que diz a Polícia Militar
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) confirmou que foi acionada por volta das 15h via Rádio Patrulha e logo acionou o BOPE para o gerenciamento de crise.
De acordo com a porta-voz da PMPR, tenente Letícia Donatello, os negociadores do BOPE estão no “ponto crítico”, dentro do complexo da escola, em contato direto com o invasor. A corporação ressaltou que não confirma o número exato de reféns.
A tenente também comentou sobre uma suposta carta de ameaças atribuída ao autor, que passou a circular em aplicativos de mensagens durante a tarde. A Polícia Militar informou que tem conhecimento da circulação do bilhete, mas que o documento ainda não teve sua autenticidade ou autoria confirmadas pelas equipes de inteligência. Da mesma forma, relatos sobre a presença de galões de combustível na sala não foram validados oficialmente.
“A equipe do BOPE está desde então no local, fazendo todo o acompanhamento da ocorrência e conduzindo de forma titular a negociação com o autor. Em relação à quantidade de reféns, não temos essa confirmação oficial no momento. O local tem crianças e os adultos que cuidavam delas. Pedimos que pessoas sem ligação com o caso não venham até aqui para não tumultuar os trabalhos”, afirmou a tenente Letícia.
A aflição das famílias: “O coração tá acabado”
Do lado de fora do perímetro isolado, pais e familiares vivem momentos de desespero em busca de informações sobre os filhos e netos.
A dona de casa Nadira do Prado Cesar, de 59 anos, acompanha a movimentação aflita. A neta dela, Aurora Maria, de apenas 4 anos, está retida dentro do CMEI, enquanto a filha de Nadira aguarda notícias em uma escola vizinha.
“A minha neta não saiu ainda, é a Aurora Maria, de 4 anos. Não tem informação nenhuma até agora, estamos no aguardo. O coração tá acabado, né? É difícil, mas crendo que tudo já deu certo”, desabafou Nadira, emocionada.
Apoio às famílias e mobilização municipal
A Prefeitura de Curitiba informou que acompanha a situação desde o início da tarde. Equipes da Secretaria Municipal da Educação foram mobilizadas para acolher familiares, alunos e profissionais do CMEI. A administração municipal também colocou psicólogos no local para prestar atendimento especializado aos pais e parentes que aguardam por notícias.
A prioridade absoluta das autoridades no momento é garantir a integridade física de todas as crianças e funcionários retidos na unidade.
A ocorrência segue em andamento e a matéria será atualizada a qualquer momento.
