Crime organizado

Grupo no Paraná distribuía drogas por delivery sob ordens de fornecedores da Inglaterra

Fotografia em plano médio de costas de dois policiais civis paranaenses posicionados ao redor de uma mesa durante uma operação ou verificação tática noturna. Em primeiro plano e à esquerda, um policial civil de costas veste uniforme preto composto por camisa tática de manga longa, boné escuro e um colete exibindo claramente a inscrição em letras brancas "POLÍCIA CIVIL PARANÁ", além de um distintivo no braço esquerdo. À direita, o segundo policial civil, também em traje tático preto e boné, observa documentos ou materiais dispostos sobre uma mesa. No plano intermediário, uma mesa central exibe documentos e equipamentos táticos agrupados, enquanto outros policiais fardados e agentes de segurança aparecem conversando e monitorando o entorno sob a estrutura coberta de um galpão. Ao fundo, a iluminação artificial noturna revela o ambiente externo pavimentado da operação policial.
Grupo de tráfico em Maringá e Sarandi recebia orientações de fornecedores em Londres. Foto: PCPR.

Uma organização criminosa investigada por abastecer e distribuir drogas em Maringá e Sarandi, no Noroeste do Paraná, era comandada à distância por fornecedores de Londres, na Inglaterra. O grupo é alvo de uma megaoperação policial nesta quinta-feira (15).

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o suspeito utilizava a internet para coordenar o abastecimento de drogas no estado, enquanto o grupo mantinha uma estrutura dividida entre fornecedores, distribuidores, entregadores e operadores financeiros.

A estrutura foi identificada após cerca de um ano de investigações conduzidas pela PCPR em conjunto com o Ministério Público. As diligências começaram com a prisão de pessoas envolvidas na distribuição de entorpecentes em Sarandi e levaram à descoberta de uma rede mais ampla de fornecimento e comercialização de drogas, inclusive por meio de delivery nas duas cidades.

Além da liderança que vive na Inglaterra, os investigadores identificaram outro fornecedor relevante, residente em Praia de Leste, no Litoral do Paraná. A apuração apontou a participação de pessoas que cediam contas bancárias para receber e movimentar dinheiro proveniente do tráfico, com indícios de ocultação da origem ilícita dos recursos.

Grupo criminoso atuava em outros estados

Segundo a PCPR, um dos investigados que deram origem à apuração é sobrinho de um homem apontado como liderança de uma organização criminosa de atuação nacional no Paraná, cujo paradeiro seria o Paraguai.

Para atingir os diferentes núcleos da estrutura, a PCPR faz uma operação nesta quinta-feira com cerca de 100 policiais civis em Maringá, Sarandi, Praia de Leste e Franco da Rocha, em São Paulo.

Ao todo, são cumpridos 57 mandados e medidas judiciais: 21 de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 14 de busca e apreensão, 16 de bloqueio de contas bancárias e um de sequestro de veículo.

A investigação busca interromper toda a cadeia de funcionamento do grupo, desde o fornecimento e armazenamento das drogas até a distribuição e a movimentação financeira.

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