A promessa de quitação dos salários e benefícios atrasados até a última quarta-feira (14) não se cumpriu, e os trabalhadores dos Hospitais VITA, em Curitiba, cruzaram os braços. A paralisação foi deflagrada após o descumprimento do compromisso assumido pela instituição com a categoria e intermediado pelo Sindesc (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região).
Na assembleia realizada na sexta-feira passada (09), os colaboradores tinham concordado em aguardar o pagamento dos vencimentos, do vale-alimentação e de um abono de R$ 300 até o dia 14. Sem o depósito dos valores na data limite, o pessoal decidiu parar os serviços nas unidades.
Um dos organizadores do movimento, Natanael Marchini, representante do Sindesc, falou sobre a situação no local. “Pedimos audiência no tribunal com urgência. Estamos brigando com a direção, que já chamou até a polícia. Situação bem complicada. Não temos proposta, data e horário pra pagar. Estão brincando com nossa cara”, disse à Tribuna do Paraná.
Em nota oficial, os Hospitais VITA informaram que acompanham a mobilização e alegaram que o atraso nos repasses decorre do processo de implantação e estabilização de um novo sistema de gestão hospitalar, o que acabou impactando o fluxo financeiro e administrativo.
A instituição afirmou que a situação é pontual, está na fase final de ajuste e que a regularização dos pagamentos é prioridade absoluta assim que o montante esperado for efetivado.
Para diminuir os impactos no atendimento das unidades da Linha Verde e do Batel, o VITA informou que acionou um plano de contingência assistencial. A direção garante que o efetivo mínimo exigido por lei está mantido para assegurar a continuidade e a segurança no cuidado aos pacientes internados.
