Um caminhão locado pela Prefeitura de Curitiba está sendo usado para fins particulares e o motorista utiliza o transporte para seguir para uma academia de ginástica, no Bairro Pilarzinho, em Curitiba. A denúncia de uma leitora da Tribuna do Paraná levou a reportagem para Rua Professor Terezita Faria dos Santos, esquina com Augusto Basso. O condutor do veículo deixa de trabalhar no horário comercial por alguns momentos para se exercitar.

+ Fique esperto! Perdeu as últimas notícias sobre segurança, esportes, celebridades e o resumo das novelas? Clique agora e se atualize com a Tribuna do Paraná!

“Eu sou moradora da região e isto ocorre faz tempo. Já entrei em contato com o 156 da prefeitura para avisar desta irresponsabilidade. Não é justo pagarmos os impostos para ele ficar malhando”, disse uma vizinha da academia que pediu para não ser identificada.

+ Leia mais: Cavalo solto no Contorno Norte causa acidente com duas vans

O motorista é Adir Ferreira Junior, 35 anos, funcionário da Cotrans, empresa dona do caminhão e prestadora de serviços para a Prefeitura. Adir está no setor do Meio Ambiente e realiza serviços de manutenção de praças, limpa terrenos e até auxilia da troca de equipamentos nas academias ao Ar Livre. No entanto, pelo menos três vezes por semana, o rapaz é visto na academia A. Trainer.

“Meu chefe sabe disto!”

Adir confirmou que dá uma paralisada no trabalho para exercitar. Na segunda-feira (20), ficou na academia por quase uma hora. “Estava lá sim e não irei desmentir. O meu chefe até sabe disto. Fiz meu trabalho logo cedo e no período da tarde irei até o Tatuquara”, relatou o motorista. Ao ser questionado pela reportagem se estaria fazendo errado por estar na academia no horário de trabalho, Adir Ferreira ficou constrangido e admitiu a culpa.

+ Leia mais: Mulher mata marido a facadas e quase é linchada após briga de casal

“Tenho a real noção do que fiz, mas prometo que será a última vez. A gente reclama dos outros e temos que dar o exemplo para que tudo seja correto no dia a dia. Tomara que não ocorra nenhum problema comigo, pois aprendi a lição”, ressaltou o motorista.

Parado vendo o GPS ?

Após o contato da Tribuna, algumas situações mostraram um certo desconhecimento por parte da Cotrans. Avisada que o veículo estava estacionado na rua e o motorista na academia, tentou-se mudar o rumo da história.

“Nossa equipe passou pelo local e não visualizou o caminhão. Talvez o motorista tenha parado para verificar o GPS”, afirmou Daniel Leite, diretor administrativo da Cotrans. Vale ressaltar que o caminhão só deixou o local após Adir Ferreira conversar com a reportagem.

+ Leia mais: Lula está apaixonado por socióloga de Curitiba e pretende se casar com ela, diz revista

O motorista procurou o Recursos Humanos da empresa, que afirmou que irá investigar o caso. “ Os superiores já foram informados e naturalmente iremos apurar os fatos. A fiscalização é realizada pela prefeitura e a população precisa comunicar todas as situações no telefone 156 ou pela internet. Não sei se é um fato isolado, mas estamos devidamente atentos até porque somos prestadores de serviço”, valorizou Daniel Leite.

Proibido uso particular

Em nota, a Secretara de Planejamento e Administração ressalta que de acordo com decreto que regulamenta e fixa as diretrizes da política de transporte interno, é proibida a utilização de veículo oficial de serviço por motorista ou usuário, em caráter particular. A Secretaria de Meio Ambiente já requisitou manifestação da empresa terceirizada que deverá comunicar as providências adotadas.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!

Para estas e outras reclamações, além do atendimento telefônico, a prefeitura também disponibiliza o aplicativo 156, que foi criado no começo deste ano, nas versões Android e iOS. Ao todo são 12 serviços cadastrados no app, entre eles pedido de melhora na iluminação pública, coleta de lixo e resíduos, e solicitações relacionadas ao transporte coletivo.

 

Preso casal suspeito de matar homem a facadas, marcar PCC e depois queimar o corpo