A ala de queimados do Hospital Evangélico Mackenzie, referência neste tipo de atendimento em Curitiba, viu cair de 28 para 10 os pacientes de emergência no ano novo de 2020. Entretanto, cinco pessoas socorridas pela ambulância do Siate e encaminhadas ao hospital deram entrada em situação gravíssima, todas com o risco de perder a mão.

Após avaliação das equipes médicas, apenas uma pessoa teve que amputar o membro inteiro. Outro caso foi amputação da falange de um dos dedos, além e queimadura na mão toda, segundo assessoria de imprensa do hospital. Outros dois casos foram de fratura exposta.

Já o Corpo de Bombeiros atendeu cinco ocorrências de incêndios em Curitiba e região metropolitana na virada de ano.

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“A dobradinha álcool e explosivos nunca é boa”, reforça a médica Vanessa Romanel, cirurgiã plástica do Evangélico Mackenzie, em entrevista ao jornal Meio-Dia Paraná, da RPC TV. A médica ainda ressalta que no ano novo é comum pacientes cujas queimaduras ultrapassam a pele e atingem outros tecidos, aumentando a gravidade. Por isso, recomenda, todo cuidado é pouco no manuseio de fogos de artifício, bem como ao acender a churrasqueira.

Incêndios

Dos cinco incêndios, dois foram na capital, além de casos isolados em Almirante Tamandaré, Colombo e Piraquara. Há suspeita de que esses incêndios possam ter sido causados por fogos de artifício do réveillon.

No bairro Parolin, em Curitiba, uma casa de madeira foi completamente destruída pelo fogo após o telhado ser atingido por um fogo de artifício. Em Almirante Tamandaré, também foi uma residência incendiada.

Até no litoral os fogos de artifício causaram problema. Uma palmeira pegou fogo na praia de Caiobá, em Matinhos, durante a queima de fogos. A palmeira fica bem ao lado de um prédio, cujos moradores tiveram de sair dos apartamentos de susto.