O ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, réu pelo ataque a tiros em um posto de gasolina, será julgado na próxima semana em Curitiba. Durante o ataque, Ronaldo matou o fotógrafo André Munir Fritoli, de 32 anos, e feriu outras pessoas. Os crimes aconteceram em maio de 2022. O réu está preso.
Em nota à imprensa, os advogados que defendem os sobreviventes do ataque e a família de André enaltecem a posição da Polícia Federal, que lamentou o ocorrido e se solidarizou com as vítimas. Os advogados, liderados por Elias Mattar Assad, disseram que a PF colaborou com as investigações e promoveu o processo que causou a demissão do réu.
A Juíza de Direito da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba marcou o julgamento para os dias 9, 10, 11 e 12 de fevereiro. Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e 18 de defesa, além de sete vítimas sobreviventes.
O Ministério Público do Paraná e os assistentes de acusação vão sustentar a ocorrência de um homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio triplamente qualificados por motivo fútil, perigo comum e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas.
Em caso de condenação, o acusado poderá receber penas que, somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Relembre o caso
O ataque com tiroteio aconteceu em maio de 2022, num posto de combustíveis localizado no bairro Cristo Rei. Segundo a Polícia Militar, a confusão começou depois que o ex-policial federal estacionou o carro em um local não permitido. Houve uma briga entre Ronaldo e outras pessoas.
O ex-policial federal atirou contra os clientes que estavam na loja de conveniências do posto, ferindo três pessoas e matando o fotógrafo André Munir Fritoli. A ação toda foi registrada pelas câmeras de segurança do local.



