Em prisão domiciliar, a vereadora Fabiane Rosa (PSD), que estava presa preventivamente desde o dia 27 de julho, realizou uma live para seus seguidores pelo Facebook nesta quarta-feira (12). Acusada de exigir parte dos salários de seus funcionários em um esquema conhecido como rachadinha, a vereadora desabafou: “eu passeis os piores 15 dias e noites da minha vida”.

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Fabiane contou como foram os dias na cadeia e agradeceu o carinho de colegas, amigos e familiares que apoiaram ela durante o período. “Vocês foram a minha voz, que foi calada. A minha luta pelos animais sempre foi incansável”, disse. A vereadora ainda lembrou da sua trajetória pela causa animal. “Eu não me arrependo de nada do que eu fiz, sem estrutura, sem condições, sem ser policial. Eu invadi casa, quebrei cadeado, pulei muro para pegar animais. Essas pessoas que tentaram me calar, destruíram meus sonhos, não meus, mas dos animais” desabafa.

Ao lado do marido Jônatas Silva, Fabiane disse que pensou em tirar a própria vida na prisão. “Teve momentos que eu me desesperei. Eu não tive coragem de tirar a minha vida, mas tive muita vontade. Eu não consegui porque eu pensava nos meus filhos, na minha família. Eu pedia para Deus me levar, mas ele não quis que eu fosse porque alguma coisa ele ainda tem para me falar, para me mostrar”, contou.

A vereadora não comentou sobre os esquemas de rachadinha. “Eu não posso falar, já me comprometi com o juiz e não vou. Eu tenho fé de que tudo será esclarecido”, justificou.

Prisão domiciliar

O desembargador Laertes Ferreira Gomes, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que decidiu conceder a prisão domiciliar à vereadora, considerou que a a vereadora tem endereço fixo e profissão “como mandatária de cargo público”, e que presspõe que ela não deverá “abalar a paz social” por estar em casa.

Ativista dos direitos dos animais e no exercício de seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Curitiba, Fabiane Rosa foi presa preventivamente na segunda-feira (27) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Na terça-feira (28), ela teve um pedido liminar de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). De acordo com as investigações, ela teria reiteradamente se apropriado de valores desviados de verbas salariais oriundas de funcionários comissionados, em um esquema conhecido como “rachadinha”.

Eu voltei agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar!

Posted by Fabiane Rosa on Wednesday, August 12, 2020