Tribuna Entrevista

Eduardo Pimentel: prefeito promete 80% das escolas em tempo integral, descarta metrô e defende obras do Inter 2

Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba. Foto: Pedro Ribas / Secom
Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba. Foto: Pedro Ribas / Secom

Eduardo Pimentel completou um ano e meio como prefeito de Curitiba. Após 8 anos como vice de Rafael Greca, pelas mãos do eleitor ele teve a chance de caminhar com as próprias pernas no comando da maior cidade e capital paranaense. Em entrevista à Tribuna do Paraná, o prefeito abriu o jogo sobre os principais temas de interesse da cidade.

Cidade que está repleta de obras, o que causa irritação para quem precisa cruzar de um bairro para o outro para ir trabalhar ou estudar. Entre as escavações do novo Inter 2 e a construção de viadutos e trincheiras sobre a Linha Verde, o prefeito reconhece o estresse diário no trânsito curitibano, mas aposta na máxima de que “o transtorno passa e o benefício fica”.

Durante a conversa, Pimentel não se esquivou das polêmicas que movimentaram a cidade e as redes sociais nos últimos meses. Também reconheceu que precisou rever algumas decisões tomada ao longo do mandato, mas o fez porque acredita no diálogo com todos os envolvidos. Comemorou o resultado do IDEB e prometeu entregar o primeiro mandato com 80% das escolas em tempo integral.

Retirada dos trilhos de trem de Curitiba, nova licitação do transporte, enterramento dos fios elétricos, novas parcerias e financiamentos para construção de VLT estão no radar do prefeito para os próximos anos. Para o transporte público, em especial, cobrou com veemência mais participação do Governo Federal.

Confira a entrevista completa da Tribuna do Paraná com o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD):

Tribuna do Paraná: Está sendo mais fácil, normal ou mais difícil ser prefeito do que você imaginava?

Eduardo Pimentel: Está sendo muito prazeroso. Eu estou feliz, sabe? Estou confiante, me sinto realizado e, sem dúvida, o fato de ter sido vice-prefeito por oito anos me ajudou muito. Então não está difícil, pelo contrário. Está sendo bom, porque eu fui um vice-prefeito muito atuante, fui secretário de obras, depois fui secretário de Estado, então peguei muita cancha administrativa. Conheci a cidade e conheci muito as pessoas que fazem a gestão de Curitiba. Então, quando assumi o cargo de prefeito em janeiro do ano passado, é claro que sempre dá um frio na barriga, pois toda nova missão, mas foi com tranquilidade essa transição. E são os desafios diários.

Ser prefeito é tomar pelo menos 20 decisões por dia. Você tem que estar muito tranquilo e sereno nas decisões. Há decisões rápidas, mas há decisões que você precisa sentar, ouvir mais pessoas; o que não pode é não tomar decisões. Mas estou muito tranquilo e feliz. Ser prefeito de Curitiba é um privilégio. É uma cidade boa tem um bom grupo de servidores. A população é exigente, né? Muito exigente. Quando eu ando pelo país e falo com prefeitos de outras capitais, percebo que os nossos números são muito bons. Estamos como a capital com a melhor qualidade de vida do país, o melhor Ideb, e você vê que a realidade das outras capitais é completamente diferente da nossa.

Tribuna do Paraná: Considerando os erros nas tomadas dessas decisões que o senhor mencionou, quais foram os que mais lhe frustraram e que ensinamentos sobraram?

Eduardo Pimentel: Só erra quem faz. Então, como a gente faz muito, acerta muito, mas, ao tomar 20 decisões por dia, tenho muita tranquilidade para dizer que é preciso ter capacidade de reformar alguma decisão. Pode não ser exatamente um erro, mas às vezes você toma uma decisão sem ter todas as informações disponíveis naquele momento; às vezes faltou algo importante. Dali se passam dois dias, um mês, e percebemos que seria necessário ajustar alguma coisa. E não vejo problema nenhum em fazê-lo. Isso já aconteceu, sem dúvidas.

Tribuna do Paraná: Nos dê um exemplo.

Marc Souza (Secretário de Comunicação) tenta ajudar: Talvez não seja um erro, mas aquela questão da obra da Major que você rescindiu o contrato.

Eduardo Pimentel: Mas ali não foi um erro, foi uma decisão. A obra estava muito lenta e a gente rescindiu o contrato e contratamos de novo. Então nós tomamos uma decisão acertada de parar. Na obra, fizemos os remendos com as equipes internas para o pessoal poder passar, para não ficar nenhuma rua fechada, e daí, quatro meses depois, nós estamos com a obra com a nova licitação, que agora está em andamento, tanto ali na Arthur Bernardes quanto na Major Heitor Guimarães.

Mas tem uma coisa que não foi um erro porque eu tinha a informação correta, mas foi difícil para mim, porque eu acabei reformando a decisão no ano passado, e essa é uma bem estruturada. Nós não tínhamos certeza da arrecadação daquele ano, porque havia alguns ajustes do orçamento para fazer, e eu tomei a decisão — que em outubro estava chegando a data-base do município — de dar a inflação para o servidor, como sempre se fez, só que eu ia dar só a partir de janeiro, porque eu não tinha certeza das contas. Estava indo bem, mas não tive certeza, pois ainda precisava fechar novembro e dezembro. Não foi por maldade, foi porque eu estava esperando a virada do ano para poder tomar a decisão. E o servidor fez um movimento que, na hora que eu percebi o movimento do servidor, antes de greve, antes de qualquer movimento mais brusco, eu chamei a equipe e disse que eles tinham razão. Fizemos a conta e demos o reajuste parcelado. Reformei minha decisão. Os meses de novembro e dezembro eu paguei em março e abril, e ficamos de reavaliar no futuro. E eles aceitaram super bem. Obviamente que ter a humildade e a capacidade de avaliar que realmente não tinha sido boa aquela decisão, e que eu precisava reavaliar.

Tribuna do Paraná: Falando em decisões, as polêmicas da Arthur Bernardes e o corte das árvores. Dessa questão, acha que algo não foi legal, se arrepende de alguma decisão ou aconteceu como tinha que acontecer?

Eduardo Pimentel: Andou como tinha que andar. Vamos voltar um pouco na história. Quando da época na gestão antiga ainda tinha a Arthur Bernardes, começou o movimento porque tivemos as obras na Victor Ferreira do Amaral, em que algumas árvores foram retiradas. Aí eles acharam que na Arthur Bernardes íamos tirar todas as árvores daquele parque linear, o que nunca foi pensado. Aí começou aquele movimento no período eleitoral. Eu me comprometi a rever o projeto, ganhei a eleição e assim o fiz. Tomamos a decisão de mudar um pouco o traçado da rua mais para o lado, desapropriamos uma calçada para tirar menos árvores.

Mas chegou uma hora em que precisávamos retirar aquelas 80 árvores, fazer o transplante de outras 40. Então tomamos a decisão certa. A cidade já plantou 260 mil árvores; são 500 mil árvores nos quatro anos da gestão. E é claro que, quando precisar tirar alguma árvore que seja para o desenvolvimento sustentável da cidade, fazendo replantio, fazendo a recompensa, eu vou continuar fazendo. Plantamos 5.000 árvores entre o parque linear da Arthur Bernardes e o entorno, lembrando que nós estamos aumentando o tamanho do parque, que nós vamos revitalizar. Nós vamos fazer lá jardins de chuva, então ele vai aumentar de tamanho.

Tribuna do Paraná: Então por que tanto agito?

Eduardo Pimentel: O que aconteceu foi o barulho. Na época dos cortes, no dia do corte e do transplante das árvores, foi lá essa entidade que criaram para tirar fotos, de ângulos bem escolhidos, disparar para a cidade tentando atingir uma grande massa da população. A maioria silenciosa, que está tocando a sua vida, gerando emprego e renda para a cidade, quando recebe um post desse, é impactada. Dizem que não pode acontecer. Mas muita gente sequer passou pela Arthur Bernardes para ver o que está acontecendo. A gente explicou, deu muitas entrevistas, e aí a pessoa chega com uma foto sem contexto para reclamar.

Quem vai lá vê que foi uma retirada pontual. A população entende, porque sabe que a cidade precisa avançar com responsabilidade. Está tendo compensação da área verde, ampliação da área verde. Mas quem não se convence é o “torcedor”, que está ligado a entidades, que vai ficar batendo até o fim. A rede social traz um pouco disso. Mas quando você explica, as pessoas entendem. As “torcidas” vão sempre fazer barulho. Mas é só passar lá para ver que tudo está correndo bem e no final todo mundo vai agradecer.

Tribuna do Paraná: Apesar do lema “as obras passam, os benefícios ficam”, tem muita gente incomodada com a quantidade de obras simultâneas na cidade, que deixam o trânsito de Curitiba, que já é ruim, pior. Como são pensadas essas obras para não dificultar a rotina dos curitibanos?

Eduardo Pimentel: O trânsito de todas as médias e grandes cidades do mundo já é complicado, e por isso estamos trabalhando cada vez mais para trazer de volta o trabalhador e o estudante para o transporte coletivo, para diminuir os carros das ruas. Por isso as obras do Inter 2 são importantes. A nova concessão do transporte coletivo é importante para trazer cada vez mais qualidade para o transporte coletivo, para que o usuário volte a utilizar. Nesse momento há um estresse maior devido às obras sobre o trânsito por causa da quantidade de obras. Veja, a cidade se planeja.

Nós estamos tendo a oportunidade de estar num momento saudável financeiramente na prefeitura, e de ter uma parceria forte no Governo do Estado, que está colocando R$ 400 milhões em obras, além de investimentos internacionais. Não posso me dar ao luxo de não fazer uma obra que é importante para determinada região porque tem outra obra acontecendo em algum ponto próximo da cidade. Se eu fosse colocar numa escala de prazo, ia demorar 20 anos para fazer essas obras que nós estamos fazendo em dois. Então eu sei que o transtorno passa e o benefício fica, mas esse desgaste faz parte do processo de preparar Curitiba para o futuro. Há muitos anos somos uma cidade grande, mas nós estamos cada vez mais metrópole, uma cidade metropolitana, nós já estamos conurbados com a região metropolitana. Então as obras são necessárias e elas estão dentro do planejado de prazo.

O que está acontecendo em algumas obras do Inter 2 está deixando a população brava, mas ela passa lá e não tem nenhuma obra parada. A questão que incomoda é que o piso escolhido, o concreto, demora um pouco mais. Em vez de demorar 60 dias, demora 90 dias naquele trecho para secagem completa. Demora, mas economiza recurso público com manutenção. Dura o dobro do tempo e reduz o custo de manutenção pela metade. As demais obras de infraestrutura, estamos com a trincheira da Vila São Pedro, que está com 20% a 25% do andamento dela. Vai começar um viaduto binário com a Francisco Derosso, na Linha Verde, e também o trinário da Marechal, além da trincheira do Jardim Botânico. Estamos aproveitando a janela de oportunidades para que a cidade possa avançar com suas obras. Elas vão passar, e o benefício vai ficar. Eu entendo a chateação, a população fica estressada, mas, se se planejar, procurar outros caminhos, vai funcionar.

Tribuna do Paraná: O senhor aposta muito no novo Inter 2. Quais são as projeções de aumento na circulação de passageiros e eventual diminuição de carros nas ruas que vocês fizeram?

Eduardo Pimentel: O Inter 2 é a linha de ônibus de Curitiba mais carregada, tirando as canaletas. O Inter 2 é a linha circular entre os terminais, então ele faz um círculo não simétrico na cidade. Onde não tinha, estamos fazendo mais faixas de circulação exclusivas de ônibus. Qual é o objetivo principal dela, que já está dando certo e dará certo por causa disso? É o tempo que o trabalhador vai economizar dentro do transporte coletivo.

Na Arthur Bernardes, por exemplo, naquele eixo pelo qual passam mais de 10 linhas urbanas e metropolitanas, atendendo 350 mil usuários, se o trabalhador pega a linha no Campina do Siqueira e faz o círculo todo e para no Capão Raso, ele pode economizar cerca de 15 minutos. Quinze na ida, 15 na volta, são 30 minutos a menos no trânsito e mais no dia para aproveitar como quiser, com a família, com os filhos. Isso é qualidade de vida. Hoje nós estamos com três lotes em obras: o da Arthur Bernardes, o da Jacarezinho com a Rosa Saporski, nas Mercês, e lá no entorno da Francisco Derosso, no Xaxim.

Tribuna do Paraná: Antigamente a BR-116 tinha duas pistas e meia dúzia de sinaleiros. Agora tem muito mais pista, mas uma quantidade absurda de sinaleiros. O senhor acha que a Linha Verde foi planejada de forma equivocada, com menos trincheiras e viadutos do que deveria ter?

Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba. Foto: Pedro Ribas / Secom

Eduardo Pimentel: A Linha Verde começou há 20 anos e, quando foi estruturada, tinha a previsão de viadutos e trincheiras. Mas naquela época teve uma valorização muito grande do dólar e, como era um financiamento internacional, encareceu demais e precisaram tirar viadutos e trincheiras. No começo da gestão do Greca, eu era o secretário de Obras e não tinha previsão para o complexo de viaduto e trincheira no antigo Trevo do Atuba. Conseguimos viabilizar e quem passa lá sabe o benefício dessa obra. Então não ficamos tentando achar culpados. Tiveram de tirar essas obras na época por uma questão de recursos, mas agora temos várias obras que vão resolver alguns dos principais gargalos da Linha Verde. Não são obras na Linha Verde, mas as transposições que são muito necessárias. Conseguimos viabilizar graças a financiamentos internacionais e ao apoio do governador Ratinho Júnior.

Na trincheira da Vila São Pedro, vamos tirar todos aqueles sinaleiros dali, ligando o Capão Raso ao Xaxim. Depois tem o viaduto paralelo à Avenida Brasília, que vai passar no meio do Shopping Boulevard (por um trecho do estacionamento), além do trinário da Marechal, com mais um viaduto no final da Anne Frank e o viaduto em Y que vai ligar a Wenceslau Braz e a Desembargador Westphalen com a rápida sentido Boqueirão. Essas obras vão eliminar dez sinaleiros. Vamos destravar e fazer o que não pôde ser feito há 20 anos.

Tribuna do Paraná: E esta outra obra prevista para o Bacacheri?

Eduardo Pimentel: Essa obra nós estamos terminando de fazer o planejamento dela. Será um binário que vai ligar o Bacacheri ao Bairro Alto, aproveitando os sinaleiros que já existem ali na Estação Solar. Ela é um binário que vai ligar o Bacacheri com o Bairro Alto, então depois eu posso te passar um pouco mais de informação, porque nós estamos no planejamento dela.

Tribuna do Paraná: Curitiba, assim como o Paraná, teve um resultado expressivo no Ideb, se destacando como a melhor capital. O que foi feito para se chegar a este resultado?

Eduardo Pimentel: Nesse ano e meio de mandato, foi a notícia mais importante que eu recebi como prefeito de Curitiba. Sempre quisemos o primeiro lugar, porque entendemos que realmente a educação é o futuro do país. Para mim, era prioridade de campanha e gestão. Quando eu convidei meu secretário de Educação para assumir, eu falei que queria buscar o primeiro lugar no Ideb. E fiquei muito feliz com essa notícia. Agradeço muito aos professores que estão lá na ponta, na sala de aula. A rede de educação infantil, os pais, os alunos, claro que estão aprendendo.

Temos trabalhado na infraestrutura das escolas, com ar-condicionado, com reformas, na contratação de professores e no fortalecimento da carreira, já cumprindo alguns dos meus compromissos. E ainda há alguns que eu vou cumprir ao longo dos quatro anos com a carreira do professor. Mas alguns pontos que são importantes nesse investimento que nós fizemos do ano passado para cá é o aumento do ensino integral. Hoje, 55% da nossa rede está no ensino integral. Isso e as aulas de reforço. Perceba que quem está no 5º ano hoje, que é quem faz o Ideb (do 1º ao 5º ano), eram os estudantes da pandemia, que sofreram muito naquele momento. Então as aulas de reforço foram fundamentais para estes resultados. E também o projeto Curitiba Leitora, que incentiva as leituras nas nossas escolas municipais. Esses três pontos foram fundamentais. Mas isso não é o ponto de chegada, mas sim o ponto de partida. Agora temos que avançar para manter o primeiro lugar e continuar oferecendo essa que é a melhor educação básica do país entre as capitais.

Tribuna do Paraná: O senhor falou que 55% do ensino já é integral. Qual é o objetivo da prefeitura?

Eduardo Pimentel: Eu quero chegar, até o fim desta gestão como prefeito, com mais de 80% das escolas oferecendo ensino integral. O ensino integral não é só a criança sentada na carteira no turno escolar, aprendendo português, matemática e geografia, mas sim no contraturno, com outras atividades, com o esporte, cultura, com educação financeira, que queremos avançar cada vez mais na formação do cidadão.

Tribuna do Paraná: Desde que nós nascemos, a educação é apontada como a melhor forma de se mudar um país. O senhor sente que há alguma mudança real neste cenário, que ainda sofre muito por questões ideológicas que importam bem menos para o estudante do que para os políticos?

Eduardo Pimentel: Eu sinto que sim. Eu sempre falo que eu sou do “copo sempre meio cheio”. Eu acho que a questão da educação está melhorando e tem uma perspectiva de melhorar muito. Faz cinco anos que o Paraná está como o melhor Ideb do Brasil, e eu buscava isso para a gente. Éramos o quarto há cinco anos e fomos o primeiro neste ano. Fruto do trabalho. Eu percebo que é uma competição boa, no bom sentido da palavra, entre os prefeitos.

Educação é prioridade em todas as gestões, mas percebo que não tem solução milagrosa, não tem que construir ou inventar qualquer coisa tirada da cartola. É investir no professor, na qualidade do professor, investir na sala de aula, fortalecer o ensino de português e matemática, que é o ensino básico. Fazer bem feito o que temos feito. Dar boas condições para os professores ensinarem bem nossas crianças.

Tribuna do Paraná: Historicamente, não lembro de uma relação muito boa entre professores e políticos, prefeitos e governadores. Como o professor de Curitiba vê a sua gestão hoje?

Eduardo Pimentel: Claro que tem gente que gosta de gente, e gente que não gosta, mas na minha opinião, na minha cabeça, o professor tem que respeitar o gestor. Porque o “torcedor” é contra tudo sempre. Mas sempre temos muita gente a favor, que mostra que o respeito que a gente está dando aos professores é o respeito que eles merecem. Procuro valorizar muito o trabalho deles. Estamos trabalhando muito para conseguir contratar professores por concurso público e também pelo PSS. Avançando nos meus compromissos da carreira dos professores. Equiparamos os salários dos diretores dos Cmeis com as escolas municipais, que era uma demanda antiga.

Então você nunca vai ter o pessoal 100% satisfeito, mas tem que mostrar que você está avançando e investindo, e que não pode ter nunca o desrespeito ao professor. Eu tive uma greve este ano que durou um dia. Lutei para não ter, mas aconteceu. Recebemos a comissão e terminamos a greve no mesmo dia. Eu sou do diálogo e os professores já entenderam isso. Podem não gostar de mim, mas precisamos ter respeito.

Tribuna do Paraná: Uma de suas principais propostas foi relacionada à fila nas creches, apresentando o vale-creche. Como está a situação hoje?

Eduardo Pimentel: O vale-creche foi um sucesso.

Tribuna do Paraná: Mas ainda tem uma fila considerável.

Eduardo Pimentel: Fila que nós estamos diminuindo. Ela é muito volátil. Deve estar em 3 mil famílias, mas estes dias estava em 6 mil. O vale-creche foi muito bom, porque ele deu a garantia para as famílias: você dá o voucher para a família enquanto espera uma vaga na rede pública. E estamos abrindo salas de aula também. Estamos aumentando a contratação nas redes privadas, em creches parceiras.

E também vamos construir 30 novas creches neste mandato. Já entregamos duas. Vamos avaliar e avisar a população que estamos construindo novas onde realmente for necessário. Não adianta construir uma creche para 8 alunos ou 30 alunos. Uma creche é para 100 crianças. Então estamos analisando certinho.

Tribuna do Paraná: Estamos às vésperas da nova licitação do transporte coletivo de Curitiba. O senhor está satisfeito com a forma em que o tema foi conduzido até agora pela sua gestão?

Eduardo Pimentel: Sim, estou animado, estou feliz. Está acontecendo como a gente planejou. Vai atrasar um pouquinho, porque as empresas entraram na Justiça e conseguiram liminar para que a gente não soltasse a licitação, mas já ganhamos e ela está no ar. Faz três anos que a cidade de Curitiba não reajusta a tarifa. Estamos mantendo a tarifa de R$ 6. Dia desses me perguntaram como estaria a tarifa se não tivéssemos congelado o preço. Em algumas cidades já está R$ 7 ou mais. O projeto da licitação foi muito bem estruturado. A população foi ouvida em audiências públicas, ouvimos os técnicos com o BNDES, ganhamos batalhas na Justiça e ainda temos outras pela frente, mas estamos muito bem organizados.

Vamos abrir as propostas na Bolsa de Valores no dia 17 de novembro. A tendência é que tenhamos uma grande concorrência, com as empresas disputando no preço da passagem, o que vai ser bom para a população. Aí teremos uns seis meses de transição desse contrato para o próximo. Então está dentro do planejado.

Será um grande salto de qualidade do transporte coletivo das últimas décadas, porque ele vai trazer, durante os 15 anos da concessão, a troca de todos os ônibus nos primeiros cinco anos: 250 elétricos. Todos os articulados das canaletas serão elétricos, toda a frota do Inter 2 será elétrica. Todos os ônibus nos próximos 15 anos terão ar-condicionado e câmeras. Mas o mais importante é a integração temporal. Hoje você só pode fazer a troca da linha sem pagar outra passagem nos terminais e estações-tubo, mas você vai poder fazer isso em qualquer ponto de ônibus da cidade. São grandes avanços. Ônibus novos, de qualidade, ônibus no horário e tarifa justa.

Tribuna do Paraná: É óbvio que não dá para prever, mas tem uma expectativa para o valor da tarifa com a nova licitação?

Eduardo Pimentel: Veja o tamanho da inflação que nós tivemos nestes três anos. Então a gente precisa fazer conta, porque o transporte de qualidade custa caro. Mas vai ser uma tarifa que cabe no bolso. Se vai ser R$ 6 ou não, a gente vai divulgar na hora certa, mas a prefeitura vai continuar investindo, dando subsídio do orçamento municipal para que a tarifa continue justa.

Tribuna do Paraná: E o transporte público realmente gratuito, como alguns acreditam ser viável? Chegou-se a pensar em algo nesse sentido?

Eduardo Pimentel: É muito fácil para quem não está na gestão propor qualquer coisa. Então tem que ter responsabilidade com os números, com o orçamento em vigor. Eu sempre digo que se alguém tiver uma conta que pare de pé para garantir o transporte gratuito, pode ter certeza de que serei o primeiro a implementar. Qual prefeito não quer dar tarifa zero? Eu gostaria muito, mas não tem conta que pare de pé para isso. Alguém tem que pagar essa conta, entendeu? Então os estudos estão sendo feitos, mas nós estamos fazendo tudo dentro da responsabilidade fiscal.

Na nossa casa a gente tem que fazer o orçamento dentro do que prevê o salário mensal. Na Prefeitura é a mesma coisa. Mas nós avançamos. Além de congelar a tarifa, conseguimos a tarifa zero ao trabalhador que procura emprego, mantivemos a tarifa a R$ 3 nos domingos para que as famílias possam ir à missa ou ao culto, aos parques, para o lazer com as suas famílias.

Tribuna do Paraná: O senhor acha que falta atuação do Governo Federal para o transporte público das cidades?

Eduardo Pimentel: Com certeza absoluta. Ele não entra nem com R$ 1 no preço da tarifa. Eu acho que deveria e luto muito por isso em Brasília e, no que depender de mim, vamos até as últimas consequências. As gratuidades para idosos, por exemplo, são por lei federal. Elas são justas, claro, mas às vezes eles aprovam uma lei lá em Brasília, mas a responsabilidade inteira cai no colo do município.

Vem a lei, mas não vem o recurso, e aí eu, prefeito, tenho que me virar. O Governo do Estado ajuda com subsídio, mas o Governo Federal não entra com nada. Até a desoneração da folha, que era importante, acabou no ano passado. É fundamental que o Governo Federal entre nessa discussão.

Tribuna do Paraná: Até porque a população está envelhecendo, o que vai interferir diretamente nessa conta.

Eduardo Pimentel: Cada vez mais. A pirâmide está invertendo, por isso é fundamental este tipo de apoio pelo Governo Federal.

Tribuna do Paraná: E sobre os modais? Para o metrô Curitiba perdeu “o bonde” da história, né?

Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba. Foto: Pedro Ribas / Secom

Eduardo Pimentel: Não cabe mais na cidade. Para o metrô não tem dinheiro no Brasil para isso. Tivemos uma janela de oportunidade há mais de 10 anos, mas passou e perdemos a oportunidade. O que estamos discutindo é VLP, que é o veículo leve sobre trilhos, que é um bonde do Centro Cívico até o Aeroporto, pela Marechal Floriano, que já tem as canaletas, passando pelo terminal de São José dos Pinhais. Esse é possível.

O BNDES está terminando os estudos e vai abrir consulta pública agora em novembro para que a população possa conhecer o projeto e dar opinião, para a gente poder fechar investimento. Eu já falei ao Governo Federal de que isso tem que entrar no projeto. Tem financiamento do município, do Estado e precisa de uma parcela a fundo perdido do Governo Federal, senão ninguém consegue investimento desse porte. Eu acredito neste projeto.

Tribuna do Paraná: Como o Governo Federal deveria estreitar seus investimentos com cidades como Curitiba?

Eduardo Pimentel: Historicamente o Sul tem pouco investimento federal, porque tem municípios com saúde financeira melhor. Nós temos investimentos. Eu recebi muito recurso para a saúde do Governo Federal, para consultas por especialidade. Eu agradeço muito e reforço que o Governo Federal sempre esteve presente no meu mandato de prefeito.

Sempre que eu procurei o Governo Federal, fui bem recebido, fui atendido, então eu sou um político do diálogo e busco o Governo Federal. Não posso reclamar, mas, historicamente, o Sul recebe menos investimento federal do que outras regiões. Então acho que a gente contribui muito para o orçamento nacional e acho que temos que receber mais investimentos.

Tribuna do Paraná: Como está a questão da retirada dos trilhos? Será possível incluir as obras na nova Malha Sul?

Eduardo Pimentel: A bancada federal, tanto da esquerda quanto da direita, está me ajudando. É uma união de Curitiba nesta questão dos trilhos. Eu vejo que foi uma decisão técnica, em cima de números, não terem colocado na consulta pública a retirada dos trilhos do trem. Nós fomos à audiência pública. Fomos ao ministro dos Transportes em Brasília. Eles foram sensíveis. Fui muito bem recebido. Estou animado para que isso possa ter uma solução. Mas, se não tiver, eu vou lutar até o fim e na Justiça, se for necessário.

Tribuna do Paraná: Que tipo de movimento precisaria acontecer para que este movimento ganhasse ainda mais força?

Eduardo Pimentel: A imprensa sempre ajudou muito. Nós fizemos um movimento para mostrar que a retirada dos trilhos não é um favor para Curitiba. É um direito da nossa cidade. Em outras grandes cidades do país já foram retirados. Nós somos o único grande centro do país com interferência urbana com trem de carga. Sou a favor do transporte de cargas, das nossas riquezas, por trilhos. É mais barato e mais seguro, tira caminhões das estradas. Mas não pode passar dentro da cidade. Somos a cidade com o maior número de acidentes fatais com trens. Nós não aguentamos mais isso.

Eu não quero que essa obra seja da noite para o dia, é uma obra cara, mas ela tem que constar na próxima concessão, que terá contrato de 30 anos. Não podemos viver mais 30 anos sem uma solução definitiva. Quando você fizer o contorno ferroviário, vai ser cada vez mais atrativo economicamente, porque uma série de indústrias importantes na região metropolitana vai poder utilizar esse ramal. E outras empresas podem se instalar por causa desse ramal. Então isso é desenvolvimento econômico importante para a nossa região. Eu estou animado e, como bom otimista, com essa resolução sobre a retirada dos trilhos.

Tribuna do Paraná: E pretende ir às últimas consequências?

Eduardo Pimentel: Eventualmente, na Justiça, até o fim, lutando por essa retirada. É um direito de Curitiba.

Tribuna do Paraná: O que o senhor pode falar sobre esse novo projeto, que parece lhe orgulhar, sobre o aterramento dos fios em Curitiba?

Eduardo Pimentel: Primeiro nós vamos fazer um investimento direto do município na Visconde de Guarapuava. Ela vai acontecer. Vamos tirar os fios do canteiro e construir ciclofaixas e jardins de chuva. O anteprojeto já está na rua. Até junho do ano que vem ele sai. Depois nós vamos fazer uma licitação integrada que envolve o projeto executivo e a obra; então, obra de fato a partir de 2028 e vamos entregar a obra em 2031. Em paralelo, nós estamos fazendo essa parceria com o BNDES, que é a primeira no país. Mexer com isso é muito caro e a Aneel não remunera as empresas de energia como a Copel para infraestrutura. Se a conta ficar com eles, a luz sobe, e ninguém quer isso. Então a solução são as PPPs (Parcerias Público-Privadas), onde o setor privado investe junto com o público. O BNDES entrou nessa com a gente.

Na nova estrutura, a gente enterra dois ou três dutos, sendo que um deles, por exemplo, pode ser usado para revender a sua utilização para outras empresas, de telefonia ou televisão, por exemplo. Aí sim a conta do investimento fecha e se torna interessante. Vamos trabalhar em Brasília para conseguir essas regulamentações.

Estamos fazendo um contrato para o aterramento de 120 km de fios, com R$ 1 bilhão em investimentos pelos próximos 10 anos. Mas estamos nos preparando para investir sem depender de ninguém. E a iniciativa tem sido um sucesso. Fui a um evento de prefeitos em Brasília e todo mundo quer discutir a ideia. O prefeito de Palmas, no Tocantins, a prefeita de Vitória, no Espírito Santo, o prefeito de Porto Velho, em Rondônia, todo mundo interessado. Os fios nos postes são um mal no Brasil. Além de ser feio, traz insegurança e o risco do roubo dos cabos. Estamos cansados de sair de casa logo cedo e ver sinaleiros piscando porque roubaram cabos de madrugada.

Tribuna do Paraná: O senhor falou muito do eixo da Visconde, mas a ideia é ter o aterramento em toda a cidade?

Eduardo Pimentel: Começamos na parte central. Centro e Centro expandido, nessa parceria com o BNDES. Mas esse é um projeto que não acaba nunca mais. Ele tem que durar pelos próximos 50 anos para enterrar os fios na cidade toda.

Tribuna do Paraná: Falando sobre o Centro. O senhor tem empenhado esforços para mudar o Centro de Curitiba em termos de reurbanização e segurança. Como está avaliando o andamento deste projeto?

Eduardo Pimentel: Está dando certo. Quando anunciei essa revitalização do Centro, eu disse que ia liderar, mas se a comunidade toda não viesse junto, não seria possível. E está todo mundo vindo junto. O empresário está acreditando no Centro, os comerciantes estão acreditando e o morador está querendo voltar para o Centro. O edital que fizemos de subvenção, que é o apoio financeiro para quem vai reformar no Centro, tem a previsão de 250 obras em cinco anos. Milhões de reais do setor privado investidos no Centro, em comércio, em hotel, em habitação comercial e habitação de interesse social. E pelo lado da prefeitura, nós estamos investindo. Nós trocamos todas as luzes por LED, estamos investindo em segurança com câmeras, com drones.

Fizemos agora mais uma rua gastronômica, na Ermelino de Leão, temos o novo Cine Lido, o Domingo no Centro, estamos trazendo o Natal mais uma vez. Vamos fazer mais de 25 km de calçadas novas no Centro. Então o projeto está indo bem e o resultado já está aparecendo. A gente vê todo mundo acreditando. O Airbnb está investindo numa parceria. No fim das contas, a gente precisa de gente morando no Centro para ter movimento de manhã, de tarde e de noite.

Tribuna do Paraná: Ao mesmo tempo, o Centro ainda enfrenta problemas de tráfico de drogas e problemas de segurança bem sensíveis.

Eduardo Pimentel: Bem sensíveis em todas as cidades do mundo de médio e grande porte. Tem o problema dos moradores em situação de rua. Mas a gente trata com transparência e responsabilidade. Temos o microtráfico e estamos em cima.

A pedido nosso, a Polícia Militar reabriu o batalhão ali da Cruz Machado, onde era a sinagoga antiga, para trazer segurança para o Centro. Então é uma batalha diária. Os moradores de rua têm a oportunidade para sair da rua se quiserem. Aqui é uma cidade de oportunidades. Nós não queremos é ninguém vagando na rua.

Tribuna do Paraná: Sobre os moradores em situação de rua, não vimos uma mudança muito grande. A quantidade segue grande, o que gera uma sensação de insegurança grande nas pessoas e comerciantes.

Eduardo Pimentel: Nos últimos anos, com muito empenho, eu redobrei as equipes na rua acolhendo, pedindo para eles saírem da rua. Nós não podemos, pela lei federal, tirá-los à força, e não faremos, mas nós não queremos que eles fiquem na rua. Falamos para que procurem a oportunidade: se querem hotel social para dormir enquanto trabalham, tem lugar. Se querem um tratamento mental, tem lugar. Se querem tratar dependência química, tem lugar. Estamos trabalhando muito para tirá-los da rua. Rua não é lugar de moradia.

E tem a internação involuntária, que nós instalamos em janeiro deste ano. Vamos continuar internando quando o cidadão já está fora de si. Temos médico psiquiatra para ajudar quem está dopado pelas drogas. Já internamos mais de 150 pessoas involuntariamente, e 40 pessoas voluntariamente.

Aquela primeira menina, a Kelly, que a gente internou involuntariamente e que eu anunciei em janeiro, estava numa comunidade terapêutica, ganhou peso, voltou a ter contato com o filho e com o pai. Ela fez o aniversário dela lá há 15 dias e pediu um bolo de aniversário. Então ela voltou a viver. Sem importar as torcidas de direita ou esquerda, qual é o meu pensamento? Tratar com transparência. Saber que ali tem uma pessoa, que tem uma história, que precisa ter dignidade. Mas ela não pode, se aproveitando da situação dela, ficar na rua, seja para dormir, para pedir esmola ou para cometer crime. Ela precisa produzir, ela precisa sair para procurar emprego. É essa ajuda que eu defendo.

Tribuna do Paraná: Vai ano, vem ano, e os postos de saúde continuam lotados. O que melhorou e o que pode melhorar ainda no atendimento da saúde em Curitiba?

Eduardo Pimentel: Saúde também é um investimento diário. Quer ver alguém fora de si: mexe com a saúde dele ou da família. Nós estamos avançando muito para quem utiliza a rede de saúde municipal; o SUS de Curitiba tem 80% de avaliação positiva. Temos nossos desafios, temos filas, mas estamos avançando muito com o consultório digital. Você é atendido remotamente e já sai da consulta com a receita. Isso diminui a necessidade de médico na UPA e aumenta o número de atendimentos.

Outra coisa que nós lançamos na semana passada: nós vamos abrir farmácias nas dez regionais da cidade em parceria com o governo do Paraná. Se você tem aquela receita de que precisa todo mês buscar o medicamento, você não precisa mais vir ao Centro buscar o medicamento. Pode ir até a regional.

Estamos investindo muito, com recursos do governo federal e recursos do estado, nas consultas por especialidades. Ainda temos algumas com dificuldade, estamos buscando recursos para fazer justamente essas consultas por especialidade; então, é um trabalho diário de investimento na saúde.

Tribuna do Paraná: Nesta reta final das eleições, vai mergulhar de cabeça na campanha do Sandro Alex ao governo?

Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba. Foto: Pedro Ribas / Secom

Eduardo Pimentel: Vou. Estou pedindo o voto. Não vou me licenciar, mas seguirei pedindo voto para o Sandro, pois é o melhor candidato, conhece o estado, foi secretário da secretaria mais importante do governador, entregou a Ponte de Guaratuba, entregou obras estruturantes na cidade, no estado todo. A trincheira da Vila São Pedro é obra viabilizada por ele. E ele tem como vice o Rafael Greca, que é o nosso triprefeito.

Tribuna do Paraná: E, no final, o senhor não teve que “trair o Greca”, como ele mesmo disse…

Eduardo Pimentel: Nunca tive esse medo, porque eu tinha certeza de que esta união ia acontecer. Todos foram grandes ao abrir mão de interesses pessoais. O Greca, o próprio Alexandre Curi, que foi para o Senado, para quem também peço voto, pois é o candidato que mais conhece as cidades do Paraná. As cidades do Paraná precisam de um senador. É um projeto de sequência. Não haveria ruptura. O Sandro Alex é a sequência do governador que tem 85% de aprovação. Seria muito arriscado qualquer mudança abrupta. Sandro é o melhor e meu candidato.

O Greca é que abriu mão, o Alexandre Curi foi para o Senado e, com o tempo de você trabalhar, vou para o pedido de voto porque é o melhor candidato, porque conhece a cidade. Se a cidade está indo bem, com erros e acertos, mas nós temos a aprovação porque a cidade está funcionando, é porque é uma sequência, não há ruptura. E a mudança segura é que o Sandro Alex é a sequência do governador que tem 85% de aprovação; então, é arriscado fazer qualquer mudança abrupta.

Tribuna do Paraná: São duas vagas para o Senado. O senhor só pede votos para o Alexandre, não para a Cristina?

Eduardo Pimentel: Eu já disse isso em algumas entrevistas. Não faz sentido eu pedir votos para ela. Nem o meu nem o eleitor dela entenderiam isso depois da eleição municipal. Não faço campanha contra, mas não faria sentido pedir votos.

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