O julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, marcado para a próxima terça-feira (10/02), pode ser adiado. O acusado, que responde por um ataque a tiros em um posto de combustíveis de Curitiba ocorrido em maio de 2022, teve seu novo advogado solicitando a postergação da data.
Heitor Bender, que assumiu a defesa apenas na última quarta-feira (04/02), protocolou o pedido alegando insuficiência de tempo para analisar completamente o processo. O caso, que teve grande repercussão nacional, resultou na morte do fotógrafo André Munir Fritoli e deixou outras três pessoas feridas.
O ataque aconteceu na loja de conveniência de um posto localizado no bairro Cristo Rei, quando Massuia abriu fogo contra os clientes que estavam no local. Em consequência da gravidade do ocorrido, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou o desligamento imediato do policial da corporação.
Massuia, que está preso desde o dia do crime, responde por homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio.
Segundo o advogado, não se trata de uma manobra para prolongar o processo. “O pedido de adiamento não decorre de conveniência, mas da necessidade de uma defesa devidamente embasada, como é direito de qualquer acusado. Trata-se de um processo de alta complexidade, com um volumoso acervo técnico, o que inviabiliza uma organização adequada em tão curto prazo”, afirmou Bender.
A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido de adiamento, mas espera-se uma decisão até o final desta semana.



