Tempestades

Defesa Civil emite alerta vermelho no Paraná para tempestades com vento e granizo

Fotografia em perspectiva ampla mostrando o céu de um bairro residencial sob nuvens de tempestade. O céu está coberto por formações de nuvens densas, onduladas e acinzentadas. Em primeiro plano, no canto inferior direito, destacam-se as copas de árvores verdes e exuberantes. No canto inferior esquerdo, veem-se os telhados de casas residenciais com uma antena parabólica. Ao fundo, no horizonte sob a tempestade, estende-se o bairro com antenas de transmissão e construções urbanas.
Tempestades causam prejuízos desde domingo. Foto: Rodrigo Cunha/Tribuna do Paraná.

A Defesa Civil do Paraná emitiu um alerta vermelho nesta segunda-feira (31), avisando sobre temporal com rajadas de vento intensas, chuva forte e granizo em até uma hora em áreas do estado, com orientação para a população buscar abrigo imediatamente.

O aviso reforça um cenário que já preocupa: pelo menos dez cidades paranaenses têm estragos confirmados desde o fim de semana, e a chuva só deve dar trégua na quarta-feira (2), voltando com força entre quinta (3) e sexta-feira (4), segundo o Simepar.

O fim de semana foi de temporal em boa parte do Paraná. Uma frente fria parada sobre o Rio Grande do Sul, combinada com calor, umidade e uma área de baixa pressão, abriu caminho para chuva forte, vento e queda de granizo em várias regiões do estado a partir de sábado (29).

No domingo (30), a situação piorou. Com o avanço do sistema, os ventos passaram de 60 km/h em diversas cidades — o mais forte foi registrado em Santa Maria do Oeste, com rajada de quase 96 km/h. Os maiores volumes de chuva do dia caíram em Morretes, União da Vitória e Curitiba.

Chuva já deixa estragos no Paraná

Somente no domingo, o Simepar contou mais de 30 mil raios espalhados por 364 dos 399 municípios paranaenses, com destaque para Mangueirinha e Pinhão. Nessas cidades, o temporal causou os prejuízos mais graves: o granizo danificou a cobertura de 304 casas na primeira cidade e 300 na segunda.

Outras oito cidades também registraram ocorrências — Adrianópolis, Alto Piquiri, Arapoti, Cafezal do Sul, Candói, Londrina, Renascença e Toledo —, totalizando dez municípios com estragos até o início desta segunda-feira, segundo a Defesa Civil Estadual. Equipes dos Núcleos de Atuação Regional já estão auxiliando as prefeituras, que seguem levantando a extensão total dos danos.

A chuva não deu trégua nesta segunda-feira. Até as 10h45, o maior volume registrado foi em Boa Vista da Aparecida, que já passava de 104 mm. Outras cidades do Sudoeste e Centro-Sul também tiveram números altos: Cruzeiro do Iguaçu (88,2 mm), Laranjeiras do Sul (82,4 mm), Capanema (75,2 mm), Nova Prata do Iguaçu (67 mm) e Quedas do Iguaçu (65,6 mm), entre outras. A atividade elétrica também segue intensa, com quase 12 mil raios contabilizados só na manhã de hoje, principalmente entre Guarapuava e Candói.

A FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) informou que, até o momento, não recebeu relatos de perdas ou prejuízos no meio rural em decorrência do temporal.

Previsão de chuva permanece até terça

Segundo o Simepar, a chuva segue firme ao longo desta terça-feira, avançando à tarde para o Norte, os Campos Gerais e o Leste do estado. Já o Oeste, o Centro e o Sul devem ter melhora, com sol aparecendo à tarde.

A trégua chega na quarta-feira (2), com o frio de volta ao Paraná — e até risco de geada fraca no extremo Sul. O sol deve predominar na quarta e na quinta, mas com temperaturas baixas: abaixo dos 20°C no Centro-Sul, Sudeste e Leste. A nova frente de chuva já está no radar do Simepar entre quinta (3) e sexta-feira (4), com previsão de pancadas e trovoadas em todas as regiões do estado.

A Defesa Civil do Paraná emitiu um novo alerta nesta segunda-feira (31), válido até as 13h10, para possibilidade de chuva intensa em curto espaço de tempo e rajadas de vento fortes nas regiões de São José dos Pinhais, Araucária, Tijucas do Sul, Capitão Leônidas Marques, Planalto e municípios vizinhos.

O órgão orienta a população a evitar áreas de risco, buscar abrigo e seguir as orientações da defesa civil local e do plano de contingência do município. A Defesa Civil também disponibiliza um canal para consulta ao significado das cores dos alertas e à área abrangida por cada aviso, além de orientações sobre como proceder em situações de desastre.

“A partir do momento em que a situação começa a se configurar, com chuvas mais fortes, as pessoas devem tomar atitudes preventivas”, afirma o major. Em áreas sujeitas a alagamento, o alerta é para não esperar a água subir. A recomendação é proteger e erguer os materiais mais importantes, manter um kit de emergência pronto e se deslocar para um local mais alto e seguro assim que o risco aparecer.

Em áreas de encosta, o cuidado deve ser redobrado. O major orienta ficar atento a qualquer sinal de movimentação do solo — como água escorrendo do morro, árvores ou muros inclinando — e não permanecer no local diante desses sinais. Para vendaval e queda de granizo, a orientação é buscar uma edificação robusta que ofereça proteção. Quem estiver de carro deve procurar um local seguro e parar até a situação mais intensa passar.

Já em temporais com muitos raios, o ideal é se abrigar em uma edificação e evitar contato com aparelhos ligados à tomada, já que uma descarga elétrica pode se propagar pela fiação e atingir quem estiver usando esses equipamentos.

“Não é indicado deixar o celular conectado na tomada durante uma tempestade de raios. Pode tirar da tomada para evitar problemas”, recomenda. Quem estiver no carro deve permanecer dentro do veículo, e quem estiver a céu aberto deve se abaixar e reduzir ao máximo o corpo exposto até a tempestade passar.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google