Nilson Salles, 47 anos, que foi eleito vereador como Salles do Fazendinha (DC), é um dos novos nomes a compor Câmara Municipal de Curitiba nos próximos quatro anos. Salles é empresário, dono de um jornal no Fazendinha, principal zona eleitoral que o elegeu. Embora entre como novo integrante na Câmara, o vereador eleito não é novato na política. Em eleições anteriores, em 2012 e 2016, foi primeiro suplente na Câmara pelo antigo PPS (hoje Cidadania). Em 2008, concorreu mas não se elegeu. Além disso, já foi assessor de gabinete na Câmara e comissionado no setor de transparência da Assembleia Legislativa do Paraná, função que desocupou para concorrer às eleições este ano.

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Voltando um pouco mais no tempo, foi em 1992 que Salles tentou seu primeiro cargo como vereador, em São João do Ivaí, Interior do Paraná. Ele obteve 200 votos e não se elegeu. Em novembro daquele mesmo ano, veio morar no Fazendinha, onde se estabeleceu como dono do jornal de bairro Correio do Salles, agora chamado Língua do Povo. Ele também atuou como cabeleireiro e tem um escritório imobiliário. “São 28 anos fazendo um trabalho social pelo bairro”, contou Salles.

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Segundo ele, para se eleger neste ano foi preciso adotar uma estratégia matemática. “Nos outros anos, os concorrentes pelo PPS fui eu que convidei, mas eles eram fortes e acabaram se elegendo com mais votos que eu, porque não fizemos mais uma cadeira. Neste ano, optei pela matemática. Imaginei que o Democracia Cristã teria uma cadeira e eu poderia ser o mais votado dentro do grupo. Deu certo”, explicou. Salles se elegeu com 2.527 votos. São cerca de 10 mil votos a menos do que obteve a Indiara Barbosa (Novo), que fez história em Curitiba ao se tornar a primeira mulher mais votada com 12.147 votos.

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Para se ter uma ideia, na eleição de 2012 ele fez 4.306 votos e não entrou. Já em 2016 foram 3.338 votos e nada de conseguir a vaga. “É o cálculo estratégico que eu aprendi a fazer, ao longo das tentativas anteriores. Fiz menos votos, mas a legenda nos deu uma vaga”, comemorou.

Entre os projetos que pretende defender a partir de 2021, para que a prefeitura possa viabilizar, estão a implantação de centros de atendimento para dependentes químicos nas dez Regionais Municipais, banir a cobrança de EstaR nas ruas próximas de hospitais, oferecer postos de atendimento para animais nas regionais e ampliar o volume de coleta de resíduos/restos de construção civil, que atualmente é limitado em Curitiba a cinco carrinhos de mão a cada dois meses. “Tem que ser, pelo menos, de dez a 15 carrinhos”, afirma Salles.

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“Mais um projeto é criar uma parceria entre prefeitura e supermercados privados para que a população possa fazer compras do Armazém da Família nesses locais. Só nos armazéns, como é hoje, gera fila e são menos famílias que podem ser atendidas. Temos que ampliar”, diz.

O vereador eleito espera criar um gabinete móvel em 2021, para, segundo ele, “manter a Câmara Municipal mais próxima da população”. Salles quer exercer a sua função como vereador com diálogo. “O mais próximo da população”, finaliza.