Prometida pelo prefeito Rafael Greca (DEM) para 2018 e depois para 2019, a obra de alargamento da Avenida República Argentina para a passagem do Ligeirão Norte-Sul começou quarta-feira (5). Com a modificação na via, o biarticulado poderá ir da Praça do Japão, no bairro Batel, até o Terminal Capão Raso. Para seguir circulando durante a obra, os ônibus farão um desvio.

A linha transporta 350 mil passageiros, mas o volume caiu 44% por causa da pandemia de coronavírus. Originalmente, o Ligeirão Norte-Sul vai é para ir do Terminal Santa Cândida até o Terminal Pinheirinho.

Para a passagem do ligeirão, as 26 estações-tubo do trecho terão de ser readequadas para que permitam a ultrapassagem dos ônibus. A previsão é de que a obra dure 12 meses, ao custo de R$ 29,4 milhões.

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A primeira estação-tubo a passar pela modificação é a Morretes, em frente ao Colégio Estadual Pedro Macedo, no Portão. Desvios foram implantados na República Argentina sentido Centro. O primeiro deles entre as ruas Engenheiro Niepce da Silva e Airton Niepce da Silva. O segundo desvio é entre as ruas Airton Niepe da Silva e Morretes. O acesso de moradores da região está liberado. À noite, quando não há trabalho na obra, o trânsito está liberado.

Projeto mostra que com alargamento o ligeirão poderá fazer ultrapassagem na Avenida República Argentina. Imagem: Ippuc

A previsão da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP) é de que os desvios sejam feitos até sábado (8) e de que a estação-tubo Morretes seja removida na noite de sexta-feira (7). O trecho também terá ciclofaixa.

“Estamos fazendo o trabalho que precede a remoção da estação-tudo e, na sequência, entraremos na fase do desalinhamento dos pontos de parada do transporte coletivo, com os serviços no pavimento, que será de concreto, e nas calçadas”, explica o secretário de Obras Públicas Rodrigo Rodrigues.

Atraso

Um dia após inaugurar o Ligeirão Norte-Sul em março de 2018, quando uma rotatória teve de ser construída na Praça do Japão, o prefeito de Curitiba foi enfático ao afirmar que terminaria a obra até o Capão Raso ainda naquele ano. “Se acalmem. Até o fim do ano eu levo o ligeirão ao Capão Raso”, afirmou Greca em entrevista a jornalistas.

A promessa do prefeito estava um ano adiantada em relação ao planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc), que originalmente previa a conclusão do alargamento para a passagem do ligeirão para 2019.

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Na sequência, o Ippuc mudou o cronograma da obra para março de 2019, o que também não ocorreu. Nesta época, Greca chegou a reclamar do governo federal no repasse de verba para a obra. “Estou esperando o governo federal começar a funcionar. O dinheiro está previsto, está garantido na Caixa Econômica Federal, mas preciso que o Ministério das Cidades me libere a verga. Na hora em que Brasília disser ‘sim’, Curitiba começa a trabalhar”, criticou.


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