Curitiba teve, na última semana, mais óbitos por covid-19 do que na semana anterior, quando a capital alterou sua bandeira epidemiológica de laranja para amarela. Foram 114 mortes na última semana, ante 102 mortes na semana da revisão da bandeira. Este número, no entanto, não foi suficiente para que a bandeira voltasse para laranja. Segundo os indicadores do protocolo de responsabilidade sanitária e social, apesar de o índice de óbitos indicar situação de bandeira vermelha, a soma dos nove indicadores de propagação do vírus e de capacidade de atendimento do sistema de saúde dá à cidade, pontuação 1,9, ainda na bandeira amarela.

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Segundo os critérios estabelecidos pela prefeitura, com pontuação entre 1 e 1,999 a bandeira é amarela, passando para laranja a partir de 2,0 e para vermelha a partir de 3,0. Apesar de estar no limite, com 1,9, a pontuação da última semana (a bandeira é revisada toda sexta-feira) é menor do que a da semana anterior, quando foi alterada para amarela com índice de 1,9375.

Além do número de óbitos, outros três indicadores do protocolo permanecem em vermelho: a incidência da doença, que, só na última semana, atingiu 150 de cada 100 mil paranaenses e a disponibilidade de leitos de UTI covid-19, que, na sexta-feira, era de 64 leitos livres ao todo.

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Os outros seis indicadores, no entanto, determinaram a bandeira amarela. Todos eles se valem da comparação com a situação epidemiológica na semana anterior. Houve diminuição, por exemplo, de 7% no número de novos casos (de 3.132 para 2.916). A cidade registrou, também, diminuição no número de pacientes internados em UTI (de 176 para 170) e em leitos clínicos (de 327 para 298). Caiu, ainda, o registro de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Com isso, houve redução na ocupação de leitos clínicos e de UTI.

“A nossa curva mostra uma desaceleração em vários aspectos. Embora o número de casos ainda seja alto, em comparação com as semanas anteriores, vemos a diminuição semana a semana. O mais importante é a diminuição dos casos ativos. Chegamos a ter cerca de 8 mil casos ativos em um único dia e, agora estamos com 4.393”, comentou a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak ao anunciar os números da semana.

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A secretária também destacou que no painel viral dos internamentos por SRAG, quase que a totalidade dos casos, hoje, é causada pelo novo coronavírus. “É o vírus que está circulando, então, qualquer sintoma de gripe tem grande probabilidade de ser covid-19, uma vez que nem o vírus da gripe está circulando, o que temos, hoje é o coronavírus”, apontou. “Em março e abril, a maioria dos casos internados era considerada suspeita, o que acabava não se confirmando. Neste período, tínhamos pessoas internadas por influenza, por rinovírus, por vírus sincicial respiratório. Desde maio, houve aumento na confirmação e, hoje, entre as pessoas internadas, há mais casos confirmados que descartados e o único vírus isolado prevalente é o Sars-CoV-2”, emendou a epidemiologista do município Marion Burger.