Réu confesso da morte do jogador de futebol Daniel, Edison Brittes Júnior, teve o carro Hyundai Veloster e o terreno da casa em que vivia, localizado em São José dos Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba, bloqueados pela Justiça. O motivo é falta do pagamento da pensão à filha do atleta, cujos valores já acumulam R$ 15 mil até o momento desta publicação.

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Vale lembrar que a Justiça determinou ainda em outubro do ano passado que o pagamento da pensão teria que ser realizado mensalmente todo dia 10, ou seja, a dívida vai saltar na próxima segunda-feira para R$ 20 mil. O pagamento precisa ser realizado até que ela complete 25 anos de vida.

A menina, atualmente com 3 anos, tinha todas suas despesas pagas pelo pai e naturalmente não tem condições de se manter sozinha. O pedido de ter a pensão partiu da mãe da menina, Bruna Larissa Ferreira Martins, e foi acatada pela juíza Márcia Mosko, da 3ª Vara de São José dos Pinhais. Com a medida cautelar, o carro e o terreno ficam resguardados para futuro pagamento da dívida com a filha de Daniel.

Veloster foi utilizado na saída da boate pela família Brittes. Foto: Reprodução.

Edison Brittes segue preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. Outros cinco réus acusados do crime foram detidos, mas tiveram a prisão revogada pela Justiça.

A juíza Márcia Mosko determinou que o primeiro pagamento teria que ter ocorrido em novembro de 2019. Na oportunidade, apenas o terreno foi bloqueado, pois a Justiça entendeu que não existia a comprovação que o veículo estaria em nome de Edison. O veículo foi usado no dia do crime ( 28/10/19), e está em posse da Justiça criminal de São José dos Pinhais.

O outro lado

Em nota, a defesa de Edison Brittes informou que pretende suspender o processo cível “até que a responsabilidade criminal seja apurada de maneira definitiva, bem como que as decisões do juízo cível levem em consideração a efetiva responsabilidade de cada uma das partes pelos fatos ocorridos. O fato de Edison Brittes confessar seus atos, não indica sua responsabilidade cível ou criminal imediata. É preciso um julgamento para que a justiça dê a cada um o que é seu”, diz a nota.