A forte chuva que caiu em Curitiba na tarde desta quinta-feira (21) causou uma série de problemas pela cidade. Além de inúmeros pontos alagados, o trânsito ficou complicado na região mais central da cidade e em diversos bairros.

De acordo com informações da prefeitura, o volume de chuva entre 15h e 17 horas foi de 118,4 mm na estação do Simepar, no Jardim das Américas, o que equivale a quase 80% do volume normal para o mês de fevereiro. Os ventos chegaram a 51 km/h.

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Após pouco mais de duas horas depois do temporal, a prefeitura divulgou um balanço dos estragos. Cerca de 200 pessoas, entre guardas municipais, técnicos das administrações regionais, agentes do meio ambiente, da FAS e da Defesa Civil municipal, participaram dos trabalhos durante o evento. Foram registrados pelo menos 14 pontos de alagamentos nas ruas e 14 quedas de árvores. Não há registro de feridos, desabrigados nem desalojados.

Além das ruas, seis escolas da cidade também ficaram alagadas. De acordo com a Defesa Civil, foram as Escolas Municipais João Macedo Filho, Arapongas e Papa João XXIII, além dos Centros de Educação Infantis José de Anchieta, Lindóia e Uberlândia.

Os abrigo da Fundação de Assistência Social do Centro e do Parolin também foram alagados. As pessoas foram transferidas para o Centro do Sitio Cercado.

Defesa Civil

Segundo informações da prefeitura, no período entre 15h30 e 16h10, a Defesa Civil da cidade registrou quatro pontos de alagamento, nos bairros Alto da XV, Boqueirão e Pinheirinho. Houve também uma queda de árvore na Rua Francisco Rocha, no Batel.

Trânsito

Foto: Colaboração
Foto: Colaboração

Acidentes de trânsito estão entre os problemas causados pelo temporal. Na esquina das avenidas Sete de Setembro e Marechal Floriano Peixoto, um biarticulado bateu com um carro, fechando uma das esquinas mais importantes do Centro da cidade. Não há relatos de feridos.

Um ônibus e um carro bateram também na Rua Brigadeiro Franco, entre a Engenheiros Rebouças e a Brasílio Itiberê. Não há relato de feridos. O trânsito ficou complicado na região.

Também no Centro, na esquina da Rua Desembargador Westphalen com a Avenida Visconde de Guarapuava, a galeria de escoamento de água encheu e transbordou, causando danos à estrutura e também ao pavimento da rua. Segundo a Setran, uma equipe técnica da Secretaria Municipal de Obras já vistoriou o local e amanhã serão iniciados os reparos. O trecho foi bloqueado.

No Água Verde, uma árvore caiu sobre alguns carros na esquina da Avenida Iguaçu com a Rua Castro Alves. Com a queda, a via ficou fechada por mais de duas horas, até que a planta fosse retirada e o carro retirado da via.

Foto: Colaboração
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A Defesa Civil de Curitiba divulgou uma lista de ruas e cruzamentos afetados pelos alagamentos:

– Rua Bley Zornig x Paulo Setubal Bairro – Boqueirão

– Rua João Batista Zagonel x Issak Krieger – Boqueirão

– Rua Arnoldo Rudnick – Pinheirinho

– Rua Almirante Tamandaré x Prof. Brandão – Alto da XV

– Rua Ulisses José Ribeiro – Jardim das Américas

– Rua Orlando Alves Chaves – Portão

– Rua João Bettega – próximo da Igreja do Portão

– Bairro Parolin – vários pontos de alagamentos

– Rua Doutor Constante Coelho – Jardim das Américas

– Francisco Derosso – próximo ao BIG Xaxim

– Rua Nossa Senhora da Luz – Jardim Social

– Visconde de Guarapuava próximo à Câmara Municipal – Centro

– Linha Verde alagada perto do Auto Shopping Curitiba

– Avenida Presidente Wenceslau Braz – Parolin

PUCPR

Como fica na beira do Rio Belém, o Campus Curitiba da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) também foi afetada. Além dos estacionamentos, alguns locais dos prédios, como um dos anfiteatros, também ficou embaixo d’água.

Foto: Colaboração
Foto: Colaboração

Devido aos estragos causados pela chuva, a PUCPR confirmou, ainda na tarde da quinta, que as aulas do dia e da manhã dessa sexta-feira (22) foram canceladas.

Falta de luz

A Companhia Paranaense de Energia (Copel), informa que pouquíssimas regiões da cidade foram comprometidas com o fornecimento de energia. De acordo com a Copel, são cerca de 5 mil unidades consumidoras que ficaram sem luz. Isso representa menos de 1% dos imóveis da capital. Ainda assim, semáforos ficaram desligados ou em alerta, o que atrapalhou o trânsito em alguns pontos da cidade.

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