O custo da cesta básica voltou a subir em Curitiba e segue pressionando o orçamento das famílias. Em março de 2026, o conjunto de alimentos essenciais registrou alta de 3,23% em relação a fevereiro, chegando a R$ 769,61, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Conab .
Com o aumento, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou dedicar 104 horas e 27 minutos de trabalho para adquirir os itens básicos. O comprometimento da renda também cresceu: a cesta passou a consumir 51,33% do salário mínimo líquido, acima dos 49,72% registrados no mês anterior.
Entre os produtos que mais puxaram a alta estão tomate (25,68%) e batata (9,25%), impactados principalmente por fatores climáticos que reduziram a oferta. Também tiveram aumento leite integral, banana, óleo de soja, feijão preto, carne bovina e pão francês. Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter o avanço dos preços, como açúcar, farinha de trigo, café, manteiga e arroz.
Apesar da alta mensal, no acumulado de 12 meses houve leve queda de 0,42% no valor da cesta em Curitiba, reflexo de reduções importantes em produtos como arroz, feijão, leite e tomate. Ainda assim, o custo segue elevado e impacta diretamente o poder de compra da população, especialmente das famílias de menor renda.
No cenário nacional, o Dieese aponta que o preço da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais pesquisadas em março. As maiores altas foram registradas em cidades do Norte e Nordeste, como Manaus, Salvador e Recife. São Paulo segue com a cesta mais cara do país, a R$ 883,94.
Em média, o trabalhador brasileiro precisou comprometer 48,12% da renda líquida para comprar os alimentos básicos, além de dedicar cerca de 97 horas e 55 minutos de trabalho, o que evidencia a pressão generalizada sobre o orçamento das famílias.
