Quando se trata de coronavírus, as equipes médicas contam com alguns aliados para a batalha contra a doença. Entre eles, os respiradores mecânicos têm sido essenciais para o tratamento de casos graves de covid-19. O problema, porém, está no valor desses equipamentos, que custam muito caro.

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E foi a partir de uma bolsa de ressuscitação manual, conhecida como “bolsa Ambu”, que o estudante de engenharia civil da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Robson Muniz, teve a ideia de desenvolver um respirador mais em conta. A peça foi agregada ao projeto que utilizou somente componentes nacionais, de fácil acesso, para que pudesse ser reproduzido em larga escala.

A proposta deu certo e o aparelho desenvolvido pelo estudante tem custo médio de R$ 2,5 mil. O valor proposto é bem abaixo dos ventiladores mecânicos adquiridos pelo Ministério da Saúde em abril desse ano, cada aparelho custou aproximadamente US$ 13 mil cada um (ou cerca de R$ 69 mil na cotação atual).

O estudante destaca que o respirador desenvolvido se trata de um aparelho para uso emergencial, e que deve ser utilizado na pandemia e recolhido no final do período. A programação do equipamento, de acordo com Muniz, é bastante simples e pode ser feita em menos de um minuto. A máquina foi validada pelo centro de simulação da PUCPR e teve a supervisão da direção geral do Hospital Universitário Cajuru (HUC).

No momento, o projeto está em fase de obtenção do protocolo de estudo clínico. Esses documentos serão enviados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para receber a certificação. Só com essa aprovação que o aparelho terá condições de ser utilizado para atender os pacientes graves de covid-19.

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Aparelho vai ajudar vidas

A proposta de distribuir o respirador para hospitais e postos de saúde da região de Curitiba, o equipamento simples de ser fabricado e montado pode ser reproduzido nacionalmente, alcançando um grande número de pacientes que precisam do equipamento. “Tida a ideia do respirador no início da quarentena. Em momentos críticos, há duas alternativas: a indiferença ou o apoio. Decidi que poderia utilizar o conhecimento que adquiri em quase três décadas trabalhando com eletrônica em prol da sociedade durante a pandemia”, reforça o pesquisador.