Cadê a água??

Após destruição por tornado, moradores de bairro em SJP sofrem com falta de água

Imagem mostra uma torneira com pouca água,
O problema atinge não apenas a casa de uma pessoa, mas também vizinhos que vivem a uma quadra de distância. Foto: Colaboração/Leitor.

Mesmo antes de ser atingido por um tornado em janeiro deste ano, o bairro Guatupê, em São José dos Pinhais, já enfrentava oscilações frequentes no abastecimento de água. Morador da região, Marcos Batista de Lima relata que o problema atinge não apenas a casa dele, mas também vizinhos que vivem a uma quadra de distância.

Os primeiros protocolos foram registrados em 2024. Desde então, Marcos passou a formalizar reclamações e fazer vídeos sempre que a instabilidade retorna nas proximidades da Rua Girassol. “A falta de água é muito grande. Quando não é a falta, é a baixa pressão na torneira”, afirma.

Em 2025, as queixas sobre instabilidade no fornecimento de água foram o segundo principal motivo de reclamações no site Consumidor.gov.br. Em São José dos Pinhais, foram 38 registros no período, aumento de 216% em relação às 12 reclamações feitas no ano anterior. 

No Paraná, as falhas no abastecimento representaram 6,95% dos processos abertos na plataforma. Dos 175 registros contabilizados, São José dos Pinhais aparece atrás apenas de Curitiba, que lidera com 53 ocorrências. 

Mesmo com os protocolos, moradores afirmam que não receberam explicações claras sobre as causas do problema nem previsão de solução.

Eletrodomésticos não funcionam

Em conversa recente com vizinhos, Gleice Sapucaia Marques descobriu por que não conseguia usar a máquina de lavar roupas. “Percebi que o problema não era da máquina, e sim da força da água, que estava bem fraca”, conta.

O mesmo já havia sido observado por Marcos. Nos dias em que o abastecimento está inadequado, a água não tem pressão suficiente para percorrer a tubulação e encher o equipamento. “Não conseguimos nem ligar porque não enche”, relata. Segundo ele, a sensação é de que a água acabou de voltar à rede e ainda há ar nos canos. 

Para driblar a situação, Gleice passou a alternar entre a água da rua e a da caixa d’água. Quando percebe que não há pressão suficiente para as tarefas domésticas, utiliza o reservatório para garantir o funcionamento dos aparelhos e a rotina da casa.

Solução?

Diante da recorrência do problema, Marcos solicitou uma visita técnica à Sanepar em janeiro. Na ocasião, a medição apontou 6 metros de coluna d’água (MCA), abaixo dos 13 MCA indicados pelo técnico como nível recomendado.

A pedido da reportagem, uma nova vistoria foi realizada na quarta-feira (18/2). Desta vez, o índice registrado foi de 10 MCA. Segundo a companhia, o abastecimento na região estava normalizado no momento da aferição e não havia indícios de falha sistêmica.

A Sanepar informou que variações na pressão podem ocorrer por fatores como vazamentos ocultos ou consumo elevado em determinados horários. A orientação é que moradores registrem reclamações sobre falta de água, baixa pressão ou vazamentos pelos canais digitais da empresa, como telefone e WhatsApp. 

De acordo com a companhia, é a partir desses protocolos que as equipes conseguem mapear e corrigir eventuais problemas na rede. Até o momento, não há intervenção programada especificamente para o bairro Guatupê. 

Manda pra Tribuna!

Você conhece pessoas que fazem coisas incríveis, viu alguma irregularidade na sua região? Quer mandar uma foto, vídeo ou fazer uma denúncia? Entre em contato com a gente pelo WhatsApp dos Caçadores de Notícias, pelo número (41) 9 9683-9504. Ah, quando falar com a gente, conte sobre essa matéria aqui! 😉

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google