Violência

Acusado de atacar recepcionista em hotel de Curitiba vai a júri popular por tentativa de feminicídio

Acusado de atacar recepcionista em hotel de Curitiba vai a júri popular por tentativa de feminicídio
Câmeras registraram as agressões. Foto: Reprodução/Meio Dia Paraná

O homem de 24 anos acusado de agredir a recepcionista de hotel Maria Nilzete Batista, no bairro Bigorrilho, em Curitiba, vai a júri popular por tentativa de feminicídio. A decisão é da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri da capital, a partir de denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR). O crime ocorreu no dia 7 de março deste ano e foi registrado por câmeras de segurança.

Com base nas imagens e depoimentos, a Justiça entendeu haver indícios suficientes para encaminhar o acusado ao julgamento popular. Ele responderá pelos crimes de tentativa de feminicídio, tentativa de estupro com resultado de lesão corporal grave e fraude processual — esta última acusação se deve ao fato de o homem ter desligado da tomada um dos computadores que gravavam o circuito interno do hotel.

A data do julgamento ainda não foi definida, mas a prisão preventiva do réu foi mantida e ele permanecerá detido durante o andamento do processo.

A Tribuna do Paraná tenta localizar a defesa do acusado. O espaço segue aberto para manifestação.

Por meio de nota, a defesa da vítima, representada pelo escritório do advogado Jackson Bahls, manifestou satisfação com a decisão. A equipe informou que espera a condenação do réu pelo Conselho de Sentença e reforçou que continuará acompanhando o processo em todas as fases, “reafirmando o compromisso com a busca pela responsabilização penal em casos de violência contra a mulher”.

Relembre o caso

Maria Nilzete Batista relatou à polícia que o homem estava hospedado no hotel e a convidou para ir até o seu quarto, convite que ela recusou. Em seguida, ele a seguiu até o banheiro do estabelecimento. O circuito de segurança do hotel registrou o momento em que o acusado vai atrás da recepcionista e trechos das agressões.

De acordo com o depoimento da vítima, ela foi agredida com socos, chutes e enforcada até perder a consciência. Mesmo após conseguir escapar, voltou a ser perseguida e golpeada na cabeça. A recepcionista só recebeu socorro após conseguir fugir do local e pedir ajuda.

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