Uma pesquisa conduzida pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) está convocando moradores de todos os cantos da capital paranaense para ajudar a identificar os pontos críticos de alagamento na cidade.
E não é para menos. Com as mudanças climáticas batendo na porta, bairros que nunca enfrentaram problemas com água agora estão conhecendo essa dura realidade. “Essa pesquisa vai mostrar o que realmente a população está sentindo em relação aos alagamentos”, explica Altair Rosa, coordenador da pesquisa, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) e professor da Escola de Belas Artes da PUCPR. “Além disso, em função das mudanças climáticas, o cenário de chuvas está diferente, há regiões que antes não alagavam e hoje sofrem com essa situação, ou ao contrário”, complementa.
O estudo já está em sua segunda fase. A primeira, realizada entre 2023 e 2024, conseguiu mapear diversos pontos críticos com a ajuda de 1,2 mil curitibanos. Prado Velho, Fanny, Rebouças e Lindóia foram alguns dos bairros que apareceram no radar dos alagamentos. Mas o problema não para por aí: Cidade Industrial, Alto Boqueirão, Sítio Cercado e Tatuquara também entraram na lista das áreas afetadas.
Além de ouvir a população, os pesquisadores estão de olho em como a mídia retrata esse problema urbano. Foram identificados 220 pontos de alagamento mencionados em notícias online, com maior concentração em áreas centrais e bairros de grande movimento. Centro, Rebouças, Água Verde, Portão, Lindóia e Capão Raso lideram esse ranking nada invejável.
A pesquisa “Percepção Popular e Visibilidade Midiática – olhares sobre os alagamentos em Curitiba” é uma parceria entre IPPUC e PUCPR, através do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana, Laboratório de Cidades e Cátedra Curitiba.
Quer contribuir? Basta acessar o formulário online. A participação é voluntária e o questionário ficará disponível até o final do ano.
Os resultados desse trabalho conjunto entre universidade e população poderão colaborar diretamente com o futuro da drenagem urbana em Curitiba e com estratégias de adaptação às mudanças climáticas que já estamos vivenciando.



