O governador Roberto Requião, ao que se percebe, não terá vida fácil no amanho dos conflitos internos que espocaram como ardidas brotoejas em vários setores da administração.

Há evidências palpáveis de problemas na passagem do Padre Roque pela Secretaria do Trabalho, onde teria instituído inapropriada manipulação de valores financeiros aspirados dos maiores assalariados em benefício dos menores, numa pia versão da política de distribuição de renda, decerto não estranha ao espírito da Carta de Puebla, mas rigorosamente anatematizada pelas normas elementares do serviço público.

Os rumores de irregularidades administrativas, como o pagamento de aditivos duvidosos a empreiteiros de obras e malversação financeira na Ceasa, foram agora acrescidos pelo desbordamento do contencioso nutrido pelo superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, para um súbito moinho de vento, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), na pessoa do presidente Rodrigo Rocha Loures.

Passou-se a comentar a disposição do governo de encontrar logo um substituto para Rocha Loures na próxima eleição da Fiep, como se a entidade não tivesse vida e atuação autônomas ou existisse como mera extensão da Granja do Cangüiri.

Quanto aos achaques primevos do governo, nunca houve tanta sintonia com o velho brocado: ?Nem tudo que reluz é ouro?…