A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7/5), o recolhimento imediato de diversos produtos da marca Ypê, fabricados pela empresa Química Amparo. A medida afeta itens populares como lava-louças (detergentes), sabões líquidos para roupas e desinfetantes.
A restrição é específica: todos os lotes com numeração final “1” devem ser retirados do mercado. Além do recolhimento, a agência suspendeu a fabricação, comercialização e o uso desses itens. A determinação foi publicada na resolução 1834, nesta terça-feira (05/05).
Por que os produtos foram proibidos?
A decisão fundamenta-se na Resolução 1.834/2026 após uma inspeção técnica identificar falhas graves no processo de produção na unidade de Amparo (SP). Segundo a Anvisa, foram detectados descumprimentos das Boas Práticas de Fabricação (BPF), incluindo:
- Falhas no sistema de garantia e controle de qualidade;
- Risco de contaminação microbiológica (presença de microrganismos que podem causar doenças);
- Comprometimento da segurança sanitária para o consumidor.
O que fazer se você tiver o produto em casa?
Segundo a Anvisa, caso você possua algum dos produtos listados abaixo, a orientação é interromper o uso imediatamente.
Atenção: Verifique o número do lote no rótulo. A proibição só se aplica aos lotes que terminam com o número 1.
Se o seu produto estiver entre os afetados, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para receber instruções sobre a troca ou devolução.
Lista de produtos afetados (Apenas lotes com final 1)
Abaixo, os itens citados na resolução oficial:
Lava-louças (Detergentes):
- Ypê (Versões: Clear Care, Enzimas Ativas, Comum, Toque Suave, Concentrado Green e Clear).
Lava-roupas Líquidos:
- Tixan Ypê (Versões: Combate Mau Odor, Cuida das Roupas, Antibac, Coco e Baunilha, Green, Maciez e Primavera).
- Ypê (Versões: Express, Power Act e Premium).
Desinfetantes:
- Bak Ypê.
- Pinho Ypê.
- Atol (Uso Geral e Perfumado).
O outro lado
A reportagem questionou a empresa Ypê sobre a determinação da Anvisa, mas, até a publicação desta matéria, não havia recebido resposta. O espaço segue aberto para o posicionamento da empresa.
