Entidades que representam caminhoneiros de todo o Brasil adiaram para quinta-feira (19/03) a decisão sobre uma eventual greve nacional. O movimento é motivado por queixas sobre o preço do diesel e o descumprimento do piso do frete rodoviário.
Confira, a seguir, cinco pontos para entender sobre a possível paralisação.
Quais são as principais reivindicações dos caminhoneiros?
Os caminhoneiros reclamam do aumento no preço do diesel e do descumprimento do piso do frete rodoviário por empresas transportadoras. Eles alegam que os custos com combustíveis estão sendo repassados aos trabalhadores, tornando a situação insustentável.
O que o governo federal está fazendo para evitar a greve dos caminhoneiros?
O governo anunciou medidas para endurecer a fiscalização e penalização de empresas que descumprem o piso do frete. Também prometeu isenção de PIS e Cofins do diesel e criou um subsídio para produtores e importadores do combustível, visando evitar aumentos nos preços, provocados pelo conflito no Irã.
Quais entidades já aderiram ao movimento grevista?
A Abrava, o Sindicam, o Sinditac de Santa Catarina e a ANTC já anunciaram adesão à paralisação. Outras entidades aguardam o resultado da assembleia marcada para esta quinta-feira (19/03) para decidir sobre a participação.
Como a greve pode afetar o país?
Uma paralisação dos caminhoneiros pode causar desabastecimento de combustíveis, interrupção no fornecimento de alimentos, queda na produção industrial e prejuízos ao agronegócio, como ocorreu na greve de 2018 que durou 10 dias.
Por que o preço do diesel subiu?
O preço do diesel subiu acompanhando a cotação do barril de petróleo, que foi afetada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota de escoamento de petróleo bruto, impactando o mercado global de combustíveis.



