Internacional

Lula condena bombardeios na Venezuela: “Linha inaceitável”

Imagem mostra o presidente Lula em um discurso.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na manhã deste sábado (03/01) sobre os bombardeios americanos em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Em tom enfático, o mandatário brasileiro condenou a operação militar e exigiu uma resposta contundente da Organização das Nações Unidas.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula, por meio das redes sociais.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

A manifestação do presidente brasileiro ocorre em um momento de crescente tensão diplomática nas Américas. O ataque representa uma ruptura significativa nas relações internacionais do continente e levanta sérios questionamentos sobre o respeito à soberania nacional e aos princípios do direito internacional.

Historicamente, o Brasil tem se posicionado como defensor do diálogo e da resolução pacífica de conflitos, mantendo uma tradição diplomática de não-intervenção em assuntos internos de outros países. A nota divulgada por Lula reforça essa postura e evidencia a preocupação do governo brasileiro com os desdobramentos dessa crise para toda a região.

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