A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) contabilizou, da meia noite até as 19 horas, 625 vôos com atrasos acima de uma hora, ou 38,1% do total, e 328 cancelados (20%). Os dados referem-se a 1.637 vôos, programados em 14 aeroportos brasileiros. Às 19 horas, 89 vôos estavam atrasados, segundo a estatal.

O Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, teve o pior índice de cancelamentos do dia. De 215 vôos, 146 foram suspensos (67,9%) e 18 atrasaram (8,3%). O terminal fechou três vezes nesta segunda-feira (23) por conta da chuva. Além disso, como restrição desde o acidente com o Airbus da TAM, na terça-feira, os pousos e decolagens continuam sendo realizados apenas na pista auxiliar.

No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, 36 dos 225 vôos operaram fora do horário previsto, o que equivale a 16% do total, e sete foram cancelados. O Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, apresentou atraso em mais da metade dos 93 vôos. Houve 55 atrasos (59,1%), além de quatro cancelamentos.

Nordeste

O cenário foi mais complicado nos aeroportos Internacional Pinto Martins, no Ceará, e do Guararapes, em Pernambuco. No primeiro, 72,9% dos 48 vôos sofreram atrasos, e no segundo, 66,6% dos 57 vôos. A situação se repetia no aeroporto de Salvador, na Bahia, onde 56,9% dos 72 vôos atrasaram.

Dados da estatal, também apontam altos índices de atraso nos aeroportos de Confins (MG) – 53,3% dos 60 vôos, Afonso Pena (PR) – 56% dos 75 vôos, Internacional Salgado Filho (RS) – 55,5% dos 63 vôos, e Antonio Carlos Jobim/Galeão (RJ) – 46,7% dos 139 vôos.