A Caixa Econômica Federal informou os funcionários, por e-mail enviado na quarta-feira (13), que a jornada de trabalho vai passar de seis para oito horas, atendendo a disposição da medida provisória 905/2019. O texto, que instituiu o programa Verde Amarelo para geração de novos empregos aos mais jovens, também permite a mudança na carga horária de bancários.

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A Gazeta do Povo teve acesso ao texto. A mensagem da Caixa diz que, com exceção dos que operam exclusivamente na função de caixas, os demais funcionários serão impactados pelo aumento da jornada para oito horas. De acordo com o texto, “as medidas para implementação da jornada legal já estão em curso”. O banco ainda informa que iniciou os estudos para escolher a melhor forma de implementação do aumento da jornada, para permitir a adequação de todos os envolvidos.

“Os empregados que hoje laborem na jornada de 6 horas permanecerão nesta jornada até que nova comunicação oficial discipline o tema. A manutenção temporária da jornada não representa, em nenhuma medida, flexibilização ao novo marco legal, mas, apenas e tão somente, providência para que a mudança não prejudique as rotinas pessoais dos empregados”, diz o comunicado.

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O texto da MP 905 estabelece que a jornada diária de seis horas vale apenas para os bancários que trabalham nos caixas, em atendimento direto ao público. Para os demais trabalhadores, a jornada passa a ser de oito horas. Além disso, a MP também prevê o trabalho aos sábados nos bancos.

A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria da Caixa, para saber mais detalhes do estudo e plano de implementação da ampliação da jornada e aguarda a resposta da instituição.

Reação da categoria

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) considera a MP como um ataque à categoria. De acordo com a presidente da confederação, Juvandia Moreira, o assunto será incorporado à mesa de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que está marcada para esta quinta-feira (14).

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