Este tipo de furacão é comum
no Atlântico Norte.

Florianópolis – O fenônemo foi batizado de Catarina, mas os especialistas divergiram se era um furacão ou um ciclone extratropical. Santa Catarina ficou ontem em alerta, à espera de um furacão do tipo 1, que deveria atingir o continente durante a tarde, segundo o Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos do Estado (Climerh). Já o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no Vale do Paraíba (SP), informou que o fenômeno não é um furacão, embora tenha uma imagem semelhante vista do satélite.

O que é visto no sistema meteorológico seria um ciclone extratropical, no Oceano Atlântico a cerca de 300 km da costa catarinense. O fenômeno, segundo os meteorologistas, é comum nesta época do ano, provocando fortes chuvas e rajadas de ventos.

Mas o governador Luiz Henrique da Silveira reuniu os órgãos ligados à segurança pública e os colocou em alerta desde a noite de sexta-feira. “É um evento totalmente imprevisível, então temos de nos preparar para o pior.” Defesa Civil e Climerh monitoraram a cada momento a atividade do que consideram furacão, auxiliados por institutos mundiais como a Nasa, o Centro Nacional de Furacões dos EUA e o National Oeanic Atmospheric Administration.

Depois de passar a noite estacionado sobre o oceano, o Catarina agora se movimentou durante o dia a cerca de 40 quilômetros por hora, formando ventos de 120 quilômetros por hora em seu núcleo e de 80 quilômetros por hora nas extremidades. Nesse ritmo e rumo, chegaria com intensidade no Sul do Estado a partir das 16h. Durante a tarde, ele começou a perder força.